Depois da enorme repercussão negativa por conta de uma reportagem da Folha de São Paulo da última terça, o então Ministro do Planejamento, do atual Governo #Michel Temer, Romero Jucá, acabou pedindo licença da função. Na Argentina, para uma visita oficial, o responsável pelo Ministério das Relações Exteriores, José Serra, concedeu entrevista coletiva nesta terça. O parlamentar lamentou o ocorrido e torce para um retorno breve do antigo colega, que, segundo ele, fazia um belo trabalho.

"O que espero é que ele resolva os problemas que o levaram a pedir licença e volte [a ser ministro]. É meu sincero desejo", declarou Serra, que, em Buenos Aires, terá reuniões com o presidente argentino Mauricio Macri, além de outras autoridades daquele país, como o Ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gray e a chanceler Susana Malcorra.

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Considerado um dos homens de confiança do presidente em exercício, Michel Temer, Romero Jucá deixou o cargo que exercia por conta de um áudio, onde, em conversa com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (empresa subsidiária da Petrobras), levanta a possibilidade de ser criado um "pacto nacional" para diminuir o poder de fogo da Lava Jato, operação realizada pela Polícia Federal com o objetivo de estancar a corrupção na sociedade brasileira. Antes de sair, o agora ministro licenciado fez um pronunciamento, reconhecendo a veracidade da reportagem, mas negando que o intuito fosse prejudicar o rumo das investigações.

Por enquanto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira, assume a função deixada por Jucá de maneira interina até que seja decidido quem será o novo ocupante da cadeira.

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Serra é chamado de "golpista" por manifestantes

Mesmo distante do Brasil, José Serra não escapou de protestos. Ao longo do dia, um grupo de manifestantes esteve presente na embaixada brasileira e no Palácio San Martin, sede do governo argentino, para criticar a presença do tucano. Eles levavam um cartaz com os dizeres "Procura-se Serra, chanceler do Brasil. Golpista", além de estarem usando máscaras do político.

Ao tomar conhecimento desse ato, Serra tentou minimizá-los.

"Protesto? nenhum significado", disse sucintamente, confirmando, também, que a Argentina deverá ser a primeira viagem do presidente Temer ao exterior. #Crise no Brasil #Dentro da política