A reportagem do portal de notícias 'Folha de São Paulo', publicada nesta segunda-feira (23), trouxe à tona uma espécie de pacto que estaria sendo firmado pelo atual ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), cuja intenção era 'frear' o andamento da Operação #Lava Jato.

O recém iniciado governo Michel Temer começou com problemas de popularidade e deverá adotar medidas fortemente impopulares em uma tentativa de salvar as contas do país de um colapso. O problema é que a equipe que integra o time de Temer, também está sofrendo com investigações na operação Lava Jato e é muito provável que o presidente em exercício acabe tendo que rever as nomeações que fez.

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Considerado como braço-direito do presidente Michel Temer, Jucá foi peça importante na condução do processo de impeachment que culminou no afastamento da presidente Dilma Rousseff. O problema é que, além de ser um dos investigados na Lava Jato, Jucá ainda se viu em meio ao vazamento de uma gravação, referente a março de 2015, e que acaba de vir ao conhecimento do público.

Os personagens principais do áudio eram o ministro e o ex-presidente da Tanspetro Sérgio Machado. Nas conversas que tiveram, as quais totalizaram mais de uma hora e quinze minutos, Sérgio Machado defendeu que Jucá deveria apoiar uma "mudança" no governo federal. Caso conseguissem êxito na pretendida mudança, o efeito imediato seria o que ele chamou de "estancar a sangria".

Jucá e Machado são investigados na operação Lava Jato, os diálogos que foram gravados de forma oculta estão em posse do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que decidirá sobre o envio das gravações para o Supremo Tribunal Federal.

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Janot também é citado no diálogo entre Jucá e Machado. Segundo o ministro, o procurador estaria "a fim de pegar Sérgio Machado" e ele acreditava que o motivo de estar sendo incluído nas investigações seria o fato de que Janot poderia achar que ele (Jucá), seria o caminho para isso. "Ele acha que eu sou o caixa de vocês".

Em parte das gravações, Machado parece fazer uma ameaça a Jucá: "Aí f*. Aí f* para todo mundo." Jucá e Machado pareciam planejar uma estrutura que visava blindar o ex-presidente da estatal, a fim de que eles não caíssem no andamento das investigações.