Mais uma vez a presidente Dilma Rousseff é citada na Operação #Lava Jato, maior escândalo de #Corrupção no Brasil. Desta vez, pelo então senador federal Delcídio do Amaral, que colabora com a justiça mediante o benefício da delação premiada.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (4), Rousseff não poupou acusações ao senador. Segundo ela, as declarações apresentadas em depoimento colhido em audiência presidida pelo juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, não passam de acusações "absolutamente levianas e mentirosas", devido às suas práticas inverídicas demonstradas em todo o trâmite das questões referentes à sua prisão, argumentou a presidente.

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Dilma aguarda pela finalização do inquérito relativo às denúncias apresentadas. Além disso, colocou em dúvida a credibilidade de Delcídio. "Precária," disse Rousseff. Em forma de indignação, Dilma fez associação ao pedido de reforço de investigações, em que o Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, enviou ao Superior Tribunal Federal (STF) para apreciação e autorização.

Além da citação da chefe de governo, a solicitação de Janot engloba o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio advogado da União, José Eduardo Cardoso, os quais fazem parte do rol de acusados que corre em segredo de justiça, em cumprimento à deliberação do ministro do STF, Teori Zavascki .

Entenda o pedido do PGR e por que as declarações não podem ser inverídicas ou "absolutamente levianas e mentirosa", como diz #Dilma Rousseff: Delcídio do Amaral, ainda senador federal, teve sua prisão decretada em novembro do ano passado.

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Após acordo de delação premiada, Delcídio resolveu relatar todos os fatos, inclusive, do alto escalão, ou seja, presidente, senadores, deputados e o ex-presidente Lula fazem parte das denúncias.

Fato importante sobre a delação premiada

No caso da Operação Lava Jato, há várias concessões do beneficio da delação premiada com base na Lei 9.807/99, referente à Proteção às Vítimas e Testemunhas; combinado com as leis 9.034/95 (Lei sobre Organizações Criminosas) e 9.080/95, que versa sobre Lavagem de Dinheiro. Lembrando que todas as delações concedidas foram com a anuência do relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki.

Alguns requisitos obrigatórios da delação premiada

Para a confirmação da delação premiada, o conteúdo do depoimento precisa atender a requisitos obrigatórios: a identidade dos demais coautores dos crimes; revelação da estrutura hierárquica e a função de cada integrante na organização criminosa; recuperação total ou parcial do produto ou espécie dos crimes cometidos pela organização; além de outros. Ressalta ainda que todos os relatos são comprovados e analisados antes da possível concessão do benefício.