Apesar da competência de Jucá conforme elogio de Temer, ele está fora da Administração. Elementar, uma vez que após a divulgação de todas as gravações envolvendo o ex-ministro do Planejamento, não há a mínima possiblidade de deixá-lo permanecer na atual equipe do Governo.

Jucá, nesta segunda-feira (23), teve repercussão mundial, até a Bolsa de Valores reagiu com a movimentação do cenário político e, claro, econômico. O jornal “Folha de S. Paulo” revelou as estranhas conversas gravadas com autoridades dirigentes da maior processadora de gás natural, a Transpetro, empresa vinculada a Petrobrás S/A.

Em meio às diretrizes no mês de março, ainda antes do processo de ‘impeachament’ e do afastamento da Presidente Dilma Rousseff, Sérgio Machado, foi até a residência de Jucá para acertos que propunham a realização de um ‘pacto’ com a finalidade de frear a maior Operação contra #Corrupção no Brasil a ‘Lava Jato’, originada em Curitiba (PR), a qual tramita na 13ª Vara Federal, conduzida pelo Juiz Sérgio Moro.

Publicidade
Publicidade

O plano foi descoberto e a repercussão foi imediata, apesar das investigações correrem em segredo de justiça, decretado pelo então Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que atende como relator da Operação.

Apesar de afirmar 'Não devo nada', Jucá tem um histórico preocupante. Ele responde por dois processos criminais no STF, sob a acusação de dirigir empresa fictícia para fins de obter empréstimos no Banco da Amazônia (Basa). Quanto a outra acusação, refere-se a participação no esquema de desvio de dinheiro público. Além disso, existe no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um processo de compra de votos em eleições. Entretanto, em todas as alegações, Jucá se diz inocente e afirma que tudo não passou de intriga da oposição.

Após analise no decorrer do dia, o presidente interino Michel Temer tomou a decisão de afastar Romero Jucá, pois, mesmo que não haja precedentes suficientes a melhor alternativa é o afastamento do integrante do Planejamento da máquina pública, até que tudo se resolva.

Publicidade

A notícia foi transmitida a Jucá, que admitiu o seu retorno ao Senado Federal. Lembrando que, caso se confirme a decisão de Romero voltar a assumir o cargo de Senador, o Presidente deverá exonerá-lo, uma vez que há o cumprimento dos requisitos necessários, ou seja, a não cumulação de cargos. Logo em seguida, Jucá esclareceu: “Tecnicamente vou pedir exoneração e meu secretário executivo (Dyogo Oliveira) assume”, afirmou o peemedebista.

Por enquanto, #Michel Temer oficializou e deu publicidade através da  imprensa nacional o fato do afastamento do Ministro do Planejamento, Romero Jucá, até que o Ministério Público se manifeste e as investigações comprovem a sua culpa na participação ao esquema de corrupção.

Ademais, Temer, não hesitou em compartilhar aos cidadãos brasileiros a sua decisão com relação à competência de Romero Jucá: "Registro o trabalho competente e a dedicação do ministro Jucá no correto diagnóstico de nossa crise financeira...” e concluiu: “...e na excepcional formulação de medidas a serem apresentadas, brevemente, para a correção do déficit fiscal e da retomada do crescimento da economia", argumentou o presidente.

Publicidade

#Crise-de-governo