O clima segue em grande ebulição no Planalto Central. No início da tarde desta segunda, o líder do Democratas (DEM) no Senado, Ronaldo Caiado, publicou uma nota, exigindo a saída imediata do colega Romero Jucá da função de Ministro do Planejamento do Governo Michel Temer.

Segundo Caiado, não há clima para a manutenção do político do PMDB após a reportagem publicada pela Folha de São Paulo, onde foi divulgado um áudio entre Jucá e Sérgio Mendonça, ex-presidente da Transpetro (empresa subsidiária à Petrobrás), no qual ambos estariam falando sobre a possibilidade de haver um pacto para brecar as ações da #Lava Jato, operação realizada pela Polícia Federal com o intuito de acabar com a #Corrupção que assola o país.

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"Qualquer denunciado tem a obrigação e o direito de se defender das acusações que recaiam sobre ele. Mas esses atos deverão ser tratados longe da administração pública", disse parte do documento publicado pelo líder o DEM.

Tentando justificar a sua atitude, Ronaldo Caiado citou Dilma Rousseff. De acordo com o senador eleito por Goiás, a presidente afastada não está ocupando a cadeira, na qual foi eleita, porque permitiu que problemas individuais "contaminassem" o governo, ocasionando, assim, a perda da confiança por parte da população brasileira.

Ao todo, as gravações das conversas entre Romero Jucá e Sérgio Machado têm a duração de 1h15. Nelas, existem também citações a políticos de outros partidos. O mais destacado é Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Na ocasião, foi lembrado que o senador e candidato à presidência derrotado nas últimas eleições teria um esquema conhecido por todos em Brasília e já estaria condenado.

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Da mesma bancada, José Serra (atual Ministro das Relações Exteriores) e Aloysio Nunes também tiveram seus nomes citados. Nenhum dos três últimos, até o momento, concedeu entrevista sobre o assunto.

Os áudios contendo o papo entre o Ministro do Planejamento e o ex-gestor da Transpetro já estão aos cuidados dos membros da Procuradoria Geral da República. #Dentro da política