O atual momento político brasileiro e a iminência do processo de afastamento da presidente da República, Dilma Rousseff, transformaram uma relação de amizade entre a presidente Dilma e o ex-mandatário do país, Luiz Inácio Lula da Silva, em algo que em muitas vezes, é caracterizado por uma relação carregada de ressentimentos. #Lula tem reclamado a seus interlocutores e também às pessoas mais próximas de seu convívio, de que Dilma não tem atuado de modo que possa blindá-lo das investigações, cada vez mais aprofundadas, em referência aos escândalos bilionários  e desvios de recursos públicos provenientes da Petrobrás, em que envolveram o ex-presidente, de modo exponencial, dentro do esquema de corrupção endêmica, cujas apurações estão a cargo do juiz federal Sérgio Moro.

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Aposta equivocada

O ex-presidente Lula percebeu que suas apostas se tornaram equivocadas com o passar do tempo, principalmente, em relação ao mandato da presidente Dilma Rousseff. De acordo com ele, o prosseguimento das investigações atingiram completamente o #Governo de sua sucessora, e o mesmo se arrepende por tê-la indicado. A iminência de Dilma ser investigada por obstrução de Justiça, aliado ao encaminhamento de pedido de prisão de Lula, em mãos do juiz Moro, podem configurar em um verdadeiro naufrágio do projeto petista. Lula ressente-se ao afirmar a seus correligionários de que Dilma queria entrar para a História como a presidente que implementou um forte combate à corrupção e que, ainda segundo Lula, mesmo que isso significasse "entregar o criador", afirmou em tom de lamento.

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Lula, dessa maneira, destoa mágoas em direção à Dilma, já que nada foi capaz de parar as investigações da Lava-Jato que o atingem sintomaticamente e também à presidente.

A proximidade da aprovação do #Impeachment contra Dilma é algo ainda mais desalentador para as pretensões de Lula, já que o andamento do processo a favor da admissibilidade encontra-se em um nível avançado, com a possibilidade real de que a mandatária seja afastada de seu cargo, já após a votação do parecer que recomenda o impeachment de Dilma, se for aprovado por maioria simples no plenário do Senado Federal, já na próxima quarta-feira (11), podendo alcançar até a madrugada de quinta.