o ex-presidente Lula declarou nesta última sexta-feira, dia 20 que deverá amargar muitos prejuízos com a ida de José Serra para a pasta das Relações Exteriores. Segundo o mesmo, a mudança do estilo de política internacional adotada pelo tucano afetou a sua agenda de viagens internacionais e a maneira que o antecessor de Dilma passou a ser recebido por autoridades diplomáticas no exterior.

Desde que Serra assumiu o ministério das Relações Exteriores, #Lula vem se queixando de que será prejudicado pela política imposta pelo tucano. Se antes Lula atuava como emissário internacional do país, quando Dilma ainda estava no poder, agora o ex-presidente pode testemunhar a sua agenda internacional ser cortada a cada dia.

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Lula perdeu a capacidade de articulação, fruto da postura do novo dirigente do Itamaraty. Esta mesma opinião é compartilhada pelos integrantes do Instituto que leva o seu nome. O petista perdeu a famosa capacidade de alinhar posturas divergentes através do diálogo. O governo de Temer é acusado de não sincronizar sua agenda com a do Instituto.

José Serra, por sua vez, não esconde a adoção de uma política internacional divergente da antecessora de Temer. Basta atentarmos para a prática de uma posição crítica em relação aos países simpatizantes da doutrina bolivariana. Além disto, o atual ministro deverá valorizar as relações feitas por acordos bilaterais, onde o objetivo comercial ganhará mais ênfase. Daí, a importância que será dada a Organização Mundial do Comércio (OMC). As negociações de caráter diplomático, características da política internacional praticada pelos governos petistas anteriores, deverão ser posta em segundo plano.

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O Instituto Lula começa  a amargar os primeiros prejuízos com a política internacional do governo Temer

O Instituto Lula já começou a sentir os efeitos da crise econômica. Com possível redução das viagens internacionais do ex-presidente, a quantidade de palestras parece que não será suficiente para manter os custos de funcionamento. O presidente, Paulo Okamotto, reconhece as dificuldades, principalmente porque os cancelamentos de participações em seminários poderão ser mais frequentes. Ela atribui o fato tanto à crise econômica, quanto à mudança de postura política no ministério das Relações Exteriores. 'Tem outro cara lá', argumentou. 

Diante do quadro, o Instituto será obrigado a passar por uma reformulação, onde funcionários deverão ser demitidos e será montado somente um escritório que deverá ser responsável pela coordenação das palestras do ex-presidente.

Celso Marcondes, responsável pela integração África do Instituto, declarou que, com a nova política, eles terão que vencer o debate no país. #PT #Crise no Brasil