O ex-presidente do PP (Partido Progressista) e ex-deputado Pedro Corrêa, que integra o grupo de políticos presos na Operação Lava Jato, fez declarações surpreendentes e extremamente comprometedoras envolvendo o ex-presidente da república, Luiz Inácio #Lula da Silva.

Nos anexos da pré-delação do ex-deputado, firmados no MPF (Ministério Público Federal), existem claras indicações que Lula interferia diretamente no esquema de #Corrupção da #Petrobras, e que participou da indicação de Paulo Roberto Costa (peça chave nas investigações sobre o esquema de pagamento de propinas) para integrar a diretoria de abastecimento da maior empresa estatal do país. 

Contratos fechados no esquema de corrupção, somados, giram em torno de R$ 89 bilhões

De acordo com dados revelados pela Polícia Federal, os contratos que foram fechados no esquema de recebimento de propinas da Petrobras giram em torno de R$ 89 bilhões.

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O valor exorbitante dos contratos foram publicados pela revista Veja, que teve acesso aos 72 anexos da delação de Pedro Corrêa, que segundo a reportagem, cumpriu sete mandatos de deputado federal e confessou que recebe propinas desde a década de 70.

Corrêa relatou aos investigadores detalhadamente o esquema de corrupção da Petrobras, que segundo ele, atravessou gerações, desde governos militares, atravessando o governo Collor, FHC até a era petista, na qual a reportagem classificou como Nirvana da Corrupção. 

Corrêa declarou que Lula sempre esteve à frente do esquema de corrupção na Petrobras

Segundo a delação de Pedro Corrêa, o ex-presidente Lula sempre esteve à frente do esquema de corrupção.

Corrêa declarou que Lula gerenciava pessoalmente o esquema, participava da indicação de diretores da estatal, dividia as quantias em dinheiro arrecadadas entre partidos e políticos e lidava com os “caciques” do esquema que endividou a maior empresa do país.

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Em um dos trechos da delação de Corrêa, o ex-deputado relata que Lula cobrava nomeações de políticos envolvidos no esquema e que ficava impaciente com a demora na nomeação de diretores.

Um trecho marcante da delação de Corrêa foi quando ele contou sobre um grupo de parlamentares do PP que foi até o Palácio do Planalto para cobrar Lula sobre o avanço da participação de parlamentares do PMDB nos contratos com a diretoria, que estava na gestão de Paulo Roberto Costa. De acordo com Corrêa, Lula desconcertou os parlamentares dizendo que eles estavam com as “burras cheias de dinheiro” e que a diretoria tinha que atender “outros aliados”, pois a diretoria tinha um orçamento muito grande.

Até agora, essas são as informações mais contundentes que comprovam a participação de Lula no esquema de corrupção da Petrobras.