A ocupação da presidência da Câmara dos Deputados por Waldir Maranhão (PP-MA), grande aliado de #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ganhou destaque na manhã da última quinta-feira, 5 de maio. Waldir é vice-presidente da Casa e já cumpre seu terceiro mandato como deputado federal.

Com o afastamento de Cunha, por tempo indeterminado, após decisão unânime do  Supremo Tribunal Federal (STF), a nova posição de Waldir no cenário político gera controvérsias entre aliados e opositores. 

O interino está envolvido em uma série de episódios comprometedores em que ele é investigado pela Polícia Federal. Mais uma situação delicada para o parlamento, pois a reputação do deputado sinaliza um grau muito baixo de credibilidade.

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Operação Miqueias

Em 2013, Waldir entrou na lista de investigados da Polícia Federal em um esquema de desvios de fundos de pensão em dez estados, no qual ele é suspeito de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. E, de acordo com os grampos telefônicos na operação, a ligação do deputado com o doleiro Fayeld Traboulsi aponta Waldir como um dos chefes do esquema.

Lava jato

Em sua delação premiada, o doleiro Alberto Youseff citou o nome de Waldir de Maranhão como mais um envolvido

nascriminosas ações da Lava Jato. O deputado, considerado membro do "baixo clero", ou grupo de baixa expressão na Câmara, recebia entre R$30 mil e R$150 mil nos repasses mensais. 

Aliado 

Maranhão colaborou para dificultar o processo de investigação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética. Além disso, ele obteve sucesso ao impedir avanços no inquérito que poderia provar a participação de Cunha no recebimento de propina de acordo com delações na Lava Jato.

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Esquizofrenia

Embora seja vice e aliado de Eduardo Cunha, o interino seguiu contra a corrente na votação na Câmara para dar andamento ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Elevotou contra o impeachment e foi flagrado por uma repórter na entrada do hotel onde Lula se hospedava, gerando suspeitas de uma possível negociação de cargos.

Além das suspeitas e histórias mal contadas, outros elementos duvidosos ajudam a compor o perfil do Waldir Maranhão. Com um histórico político irregular, há muito pouco o que esperar de mais um deputado que assume o terceiro cargo mais importante da República. Agora, diante de fortes evidências sendo analisadas pelo STF, possivelmente ele fará companhia ao Eduardo Cunha no banco dos réus. #Governo #Corrupção