O encerramento das atividades do Ministério da Cultura (MinC) continua rendendo. Na tarde desta quarta, manifestantes invadiram diversos locais públicos ligados à antiga pasta nas capitais do estados para protestar contra a decisão do presidente em exercício Michel Temer de transferir as ações do MinC para a Educação, formando o Ministério da Educação e Cultura. Foram invadidas sedes da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Em quase todos os locais, o protesto continua. O único já desocupado é em Natal, no Rio Grande do Norte. Em Rio Branco, capital do Acre, ainda ocorrerá, a partir das 18h locais (20h de Brasília), um ato na Praça Plácido de Castro.

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Além de pessoas comuns, destacam-se a presença de renomados artistas do teatro, cinema e televisão, como as atrizes Marieta Severo, Renata Sorrah, além do ator Marco Nanini. Produtores culturais também estão presentes.

No Distrito Federal, usando a denominação Ocupa Minc DF, o grupo, que, segundo os organizadores, tinha aproximadamente 50 pessoas, usando cones e um pequeno tonel, formou uma barreira na entrada do estacionamento do local. Outro ponto de destaque foram cartazes que diziam “Fora, Temer", "MinC é nosso" e "Funarte ocupada".

Já em São Paulo, os mais de 500 protestantes (números divulgados pela organização do movimento), que foram ao Complexo Cultural Funarte, divulgou, através das redes sociais, um documento no qual lamentava o fim do Ministério da Cultura. Na mesma publicação, eles diziam não reconhecer o governo Temer, pois acreditam tratar-se de um presidente empossado através de um golpe.

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No Rio, os manifestantes ocuparam o Palácio da Cultura Gustavo Capanema, sede da Funarte e do Iphan, desde a noite de segunda. Iniciada com a ópera "Carmina Burana", encenada a base de violinos, o protesto pede a saída do atual presidente da República e ressalta que o fim do MinC significa um retrocesso de 30 anos.

No último sábado, enquanto fazia um show em Salvador, o cantor de axé Carlinhos Brown também criticou a extinção do Ministério da Cultura. Outro protesto marcante veio na terça, quando alguns atores exibiram pequenos cartazes reclamando da decisão federal, enquanto participavam do Festival de Cannes, na França.

Diante de tanta repercussão negativa, o presidente Temer disse que ele não será extinto, mas virá como uma Secretaria Especial. #Crise no Brasil #Crise-de-governo