Marta Suplicy ficou com a missão de convencer Marília Gabriela a aceitar o cargo de ministra da Cultura, a pedido de Michel Temer. A ex-petista bem que tentou, mas teve o convite recusado. Se o objetivo tivesse sido alcançado, o atual presidente resolveria duas questões de uma só vez, pois iria criar novamente um órgão para cuidar somente da Cultura e que seria ocupado por uma mulher, eliminando assim muitas das críticas ao início de seu governo.

O sábado (14) foi de muita insistência, tudo na tentativa de convencer Marília Gabriela a aceitar o convite, mas foi em vão, ela gentilmente avisou que não tem como aceitar o cargo neste momento e agradeceu o convite.

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Marília Gabriela é uma das poucas profissionais da TV que tem total segurança de sua carreira e também de suas convicções. Já esteve em muitas emissoras e por todas elas entrou e saiu com dignidade e respeito. Já foi apresentadora, atriz, escritora, atuou no teatro, cantou, apresentou talk show e agora foi convidada para entrar na política, mas disse "não, obrigada".

Sua carreira teve início no ano de 1969 quando era estagiária no "Jornal Nacional" e logo recebeu o convite para apresentar o "Jornal Hoje", também na Globo. Em 1973 já tinha sido promovida ao "Fantástico" mostrando uma reportagem sobre a morte de Carmen Mirada, o que lhe gerou muitos elogios. Em 1980 foi para o "TV Mulher", outro marco em sua carreira e também na televisão brasileira, pois era um programa de assuntos polêmicos em uma época em que quase tudo era proibido de ser falado na TV.

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Em 1985 estava na Bandeirantes e continuou com levando uma série de novidades para a TV, até que em 1997 foi contratada pelo SBT, onde mais tarde comandou o "De Frente com Gabi", programa de grande sucesso na emissora de Sílvio Santos.

Esta é uma artista completa, íntegra e muito bem vista pelos brasileiros, além de ser respeitada no meio artístico. Colocar Marília Gabriela como ministra da Cultura seria simplesmente perfeito para Michel Temer que foi criticado por não ter mulher em seu ministério e por acabar com o que apoiava a cultura no país.

O "não" de Marília Gabriela foi um duro golpe para o governo de Temer.

#Reforma política #Michel Temer #Crise-de-governo