Ganha força, a cada sessão feita no Senado Federal, a possibilidade de um novo #Governo comandado pelo atual vice-presidente #Michel Temer. Analistas já entendem o impeachment de Dilma como mera “formalidade”, dado os últimos acontecimentos sobre o processo dentro da Câmara Alta do Congresso Nacional. Nessa semana, o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que recomendava a admissibilidade do impedimento, foi aprovado por 15 votos a 5 na Comissão Especial do impeachment.

A tendência é que, assim como ocorreu na Câmara dos Deputados, a votação em plenário no Senado (a ser realizada na quarta-feira, dia 11) aponte maioria favorável ao impeachment, o que afastaria a presidente Dilma Rousseff por 180 dias.

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Nesse caso, de acordo com a Constituição Federal, o vice-presidente é o primeiro da linha sucessória. Ciente da responsabilidade que lhe recairá sobre as mãos, Michel Temer já tem um “núcleo duro” para o eventual governo formado a partir de cinco nomes.

Eliseu Padillha: a confiança

Em dezembro passado, Eliseu Padilha deixou o Ministério da Aviação Civil e ilustrou o inevitável rompimento que se daria entre Michel Temer e Dilma Rousseff. Gaúcho com larga história política, Padilha é um dos tradicionais quadros do PMDB e o principal “operador” político de Temer.

Aliado do vice-presidente desde os anos 90, Padilha é cotado para assumir a importante pasta da Casa Civil. Ele foi ministro dos Transportes no governo de Fernando Henrique Cardoso e deputado federal pelo Rio Grande do Sul por três legislaturas.

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No momento, na ala do Congresso onde tem despachado, Padilha já tem recebido dezenas de pedidos e indicações de cargos para o futuro governo.

Moreira Franco: a estratégia

A relação íntima de Michel Temer com Moreira Franco foi fielmente ilustrada na carta de queixas escrita pelo vice-presidente à Dilma Rousseff em dezembro passado. Em determinado tópico, Temer reclama da não renovação do Ministério da Aviação Civil, onde, segundo ele, Franco havia feito grande trabalho durante a Copa do Mundo.

Ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco é presidente da Fundação Ulysses Guimarães, principal polo de estratégias do PMDB. Em um eventual governo Temer, Franco poderá transitar nas áreas econômicas e sociais.

Geddel Vieira Lima: a articulação

A importante tarefa de dialogar com os diversos partidos alojados no Congresso Nacional deverá recair para Geddel Vieira Lima, de ótimo trânsito com os variados parlamentares. Lima foi o titular da pasta do Ministério da Integração Nacional no segundo mandato do ex-presidente Lula.

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Apoiador ferrenho de Temer, Geddel já o queria como presidente do PMDB em 1995, quando da sua primeira tentativa. Baiano de Salvador, Lima tem cinco mandatos consecutivos na Câmara e servirá como interlocutor do governo com o parlamento.

Henrique Eduardo Alves: a parceria

Ex-ministro do Turismo do governo Dilma, Henrique Eduardo Alves é nome certo na futura composição da gestão de Michel Temer no comando do Palácio do Planalto. Há, entre eles, uma forte relação de amizade estreitada no tempo em que ambos exerciam cargos importantes na Câmara, em 2007, quando Temer presidia a Casa e Alves era o líder do PMDB.

Romero Jucá: a defesa

Presidente em exercício do PMDB, o senador Romero Jucá é o principal porta-voz do partido e de Michel Temer para refutar a adjetivação de “golpe”. O ferrenho defensor de Temer é cotado para a pasta do Planejamento. Jucá foi um dos líderes do PMDB no desembarque do governo Dilma.