O novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, quando atuava como secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, lançou, no início deste ano, o balanço dos homicídios ocorridos no Estado em 2015 com porte de comemoração: supostamente, o número de assassinatos em São Paulo teria atingido a menor taxa em 20 anos, sendo prova do sucesso da política "linha-dura" praticada pelo governo Geraldo Alckmin.

Porém, os dados estatísticos mostram uma outra realidade: latrocínios (roubos seguidos de mortes) não foram considerados homicídios, tampouco os assassinatos efetuados por policiais militares. Além disso, chacinas foram consideradas somente um homicídio.

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Um ocorrido como a chacina de Osasco, em agosto de 2015, foi contabilizado como um caso somente (no total, oito pessoas morreram).

A taxa de homicídios, após a contabilidade fraudulenta de Alexandre de Moraes, atingiu 8,3 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Porém, se constatados os assassinatos cometidos por PMs e os latrocínios e chacinas, essa média atingiria 11,7 casos para cada 100 mil habitantes. De acordo com organizações mundiais - entra as quais a ONU - uma taxa acima de 10 já é considerada epidêmica. 

Ou seja, a manipulação de dados feita pelo ex-secretário de Segurança Pública configura-se em uma verdadeira fraude. Embora propagandeada por jornais como Folha de SP e Globo como um índice histórico da política de segurança paulista, a estatística mostra um Estado com uma violência muito maior do que o divulgado.

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Outras polêmicas do novo Ministro da Justiça

Enquanto foi secretário da segurança do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes foi acusado de repressão aos movimentos contra o governo Alckmin (como na retirada forçada dos alunos que protestavam pela falta de merendas nas ETECs ocupando o Centro Paula Souza), além de ter sob o seu comando uma PM violenta, responsável por um assassinato a cada quatro que ocorriam no Estado.

Antes de se tornar secretário do governador do #PSDB, Moraes foi advogado da Transcooper, empresa ligada ao PCC (organização criminosa que atua em São Paulo), e também do ex-presidente da câmara Eduardo Cunha. Alexandre, no entanto, disse que se absteve de todos os processos ligados ao Primeiro Comando da Capital e que, inclusive, estava de licença da OAB durante o período. #Michel Temer