O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, afastou hoje (05), através de decisão liminar, o deputado Eduardo Cunha de suas funções como presidente da câmara dos deputados. Segundo assessores, o mesmo irá recorrer da decisão.

Pesam sobre #Eduardo Cunha diversas acusações de corrupção, inclusive de envolvimento com o esquema da Lava Jato, o que torna tanto seu mandato como deputado quanto sua permanência na câmara um afronte à moralidade e à dignidade exigidas por esses cargos.

A liminar foi concedida em atendimento a uma ação movida pela Procuradoria-Geral da República em dezembro, onde alegou-se que Cunha estaria atrapalhando as investigações da Lava Jato, o que foi comprovado pela denúncia de chantagem e acordos obscuros que o mesmo vem tramando durante importantes votações, inclusive com anulações daquelas em que o resultado o prejudica e repetições das mesmas, até que conseguisse resultados que lhe fossem favoráveis, uma vez que este e seus aliados são réus em muitas das ações.

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Baseado no afastamento de Cunha, o ministro José Eduardo Cardozo, procurador-geral da República, pediu anulação do processo de impeachment contra a presidente #Dilma Rousseff, uma vez que se entende que este processo, baseado em "pedaladas fiscais", prática comum a todos os governos e em todas as esferas, não constitui crime, e foi arquitetado unicamente visando interesses políticos pessoais de Eduardo Cunha e seus aliados, todos réus em diversos esquemas de corrupção, enquanto sobre a própria Rousseff não pesa qualquer acusação de crime.

Segundo o ministro, Cunha deu andamento ao processo de impeachment de Rousseff após esta se negar a participar de uma manobra escusa para evitar seu afastamento da câmara, mesmo com inúmeras ameaças por parte do deputado, portanto, o impeachment nada mais seria que uma vingança pessoal de Cunha contra Rousseff, além de uma forma de beneficiar seus aliados e, através destes, se manter impune das acusações e conseguir cargos no governo de Michel Temer.

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O processo de impeachment foi encaminhado para votação no Senado na próxima quarta, dia 11.

Resta saber se este será ou não anulado antes, em vista das provas de que o mesmo sequer é legítimo, como ainda beneficia renomados corruptos.