O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou duramente a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) de tentar anular a sessão da Câmara que aprovou a admissibilidade do processo de #Impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff. Segundo o magistrado, membro da mais alta corte brasileira, o ato do parlamentar, que preside interinamente a Casa Legislativa, seria considerado um "ato circense", "um ato criminoso, uma tentativa de fraude", nas palavras de Mendes.

'Operação Tabajara'

O ministro Gilmar Mendes afirmou que não existe nenhum sentido na decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, de anular o processo de impeachment na Casa, já que não se pode revogar a decisão do plenário da Câmara, já tomada anteriormente, com a aprovação da admissibilidade pela maioria do quórum, totalizando 367 votos a favor da continuidade do processo.

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Para Mendes, a decisão do presidente da Câmara pode ser descrita como "operação tabajara".

Gilmar Mendes desferiu críticas também ao advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que realizou a articulação junto a Maranhão, com o propósito de que ele aceitasse as justificativas da AGU, de acordo com as afirmações do magistrado. Mendes foi contundente: " a gente fica com vergonha do nível jurídico, no que confere ao advogado-geral da União", declarou Gilmar Mendes.

A decisão se dar ou não prosseguimento ao processo de impeachment coube ao presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, que, na tarde desta segunda-feira (9), determinou que o processo siga no Senado, pois, segundo sua interpretação já foi encerrado na Câmara dos Deputados.  

A oposição ao #Governo pretendia entrar com recurso junto ao Supremo Tribunal Federal para que fosse inviabilizada a decisão de Maranhão, porém, com a aceitação pela continuidade de Renan Calheiros, o ato do presidente da Câmara, Waldir Maranhão, foi ignorado por Calheiros, o processo de impeachment da presidente #Dilma Rousseff segue mantido.

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A votação pelo afastamento da presidente, deverá ocorrer na próxima quarta-feira (11), ressaltando que com votação de maioria simples de senadores , sendo aprovado o afastamento de Dilma, o processo segue  para um prazo de no máximo 180 dias de julgamento, para confirmar ou não, o afastamento definitivo ou arquivamento do impeachment da presidente.