O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, será o responsável por presidir todos os julgamentos que se referem à Operação #Lava Jato, da Polícia Federal. Mendes foi designado nesta terça-feira(24), de modo informal, eleito entre os membros da mais alta corte do país. Vale ressaltar que a presidência de Mendes, terá início à partir do próximo dia 31, pois atualmente é exercida pelo ministro Dias Toffolli.

Gilmar Mendes será o presidente da segunda turma da Corte, num colegiado responsável por julgar uma das maiores, senão, a maior operação de combate à #Corrupção já implementada no país, a Lava Jato, que é comandada em primeira instância, a partir da sede da Polícia Federal, em Curitiba, pelo juiz federal Sérgio Moro.

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Mendes no comando

A condução da Operação Lava Jato, em se tratando dos processo pertinentes à análise do Supremo Tribunal Federal, sob a gerência de Gilmar Mendes, se refletirá principalmente na condução de todos os processos de corrupção, como também marcar datas de julgamentos, em acordo com os demais integrantes da segunda turma, ministros: Carmen Lúcia, Celso de Mello, Dias Toffolli e Teori Zavascki.

A corte mais alta do país analisa, através de sua segunda turma, eventuais recursos que são protocolados por políticos investigados e envolvidos em processos da Lava Jato, além de  questionamentos às decisões do ministro relator Teori Zavascki.

Recentemente, o ministro Gilmar Mendes assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já em relação aos trabalhos desempenhados na presidência da segunda turma que julga a Operação Lava Jato, Mendes terá papel fundamental no andamento dos trabalhos.

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O STF já pôde julgar, como exemplo, a liberação de alguns empreiteiros acusados de participação no esquema de desvios de propinas na maior estatal brasileira, Petrobras, cujas decisões dos magistrados, favoreceram a alguns dos investigados, porém, sabe-se que um dos maiores empresários do País, dono da Construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, teve decisão negada pela corte, apesar da tentativa de seus advogados de colocá-lo em liberdade, razão pela qual, o mesmo ainda continua preso em Curitiba/PR.

Entretanto, o Supremo Tribunal Federal ainda não julgou, de forma direta, os escândalos de corrupção e desvios dos cofres públicos e toda a sangria ocasionada pela corrupção na Petrobras. A turma de magistrados irá julgar políticos envolvidos, como deputados, senadores e ministros. Já em relação aos casos relativos a presidentes da Câmara, Senado e presidência da República, os mesmos deverão ser julgados, se envolvidos no esquema, pelo plenário do STF. #Governo