Nesta segunda-feira (9), Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda do primeiro governo de #Dilma Rousseff, foi encaminhado a depor coercitivamente na Polícia Federal na 7ª fase da Operação Zelotes, que busca investigar empresas que tiveram multas somadas no valor R$ 57 milhões no CARF (Conselho de Recursos Administrativos), os nomes investigados envolvem um dos grupos empresariais marcados na operação Zelotes. As buscas e apreensões acontecem em várias cidades do Brasil, totalizando 12 mandados de averiguação e 15 mandados de condução coercitiva para que os investigados prestem esclarecimentos, as cidades envolvidas são: Florianópolis/SC, São Paulo/SP, Juazeiro do Norte/CE, João Pessoa/PB, Recife/PE, Olinda/PE, Paulista/PE e Brasília/DF.

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A 10° Vara da Justiça Federal, no Distrito Federal, providenciou as investigações. 

A Polícia Federal avaliou que nas investigações constam que houve uma associação criminosa que manipulou as decisões do Conselho de Recursos Administrativos, influenciando a favor de empresas menos favorecidas, isso aconteceu por intermédio de Conselheiros. Uma das empresas investigadas é de materiais de construção que manipulou o CARF cancelando os impostos que tinham que ser pagos. A operação Zelotes está investigando desde o dia 26 de março de 2015 e suas informações envolvem crimes de #Corrupção ativa e passiva, associação criminosa, crimes envolvendo administração fazendária e lavagem de dinheiro que abrange nomes de Conselheiros do CARF que construíram um pilar de advogados, empresas, Conselheiros e ex-Conselheiros criando um forte impacto e centralizando a corrupção. 

Guido Mantega

Guido Mantega teve seu sigilo bancário rompido depois de uma autorização, em novembro de 2015, pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10° Vara da Justiça Federal, que começou a apurar se Mantega tinha envolvimento no favorecer de empresas manipulando as decisões do CARF, o juiz é o responsável pela operação Zelotes.

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Outro nome envolvido na operação, é o de Valmir Sandri que é dono da empresa "Cimentos Penha" e amigo de Mantega, os dois já realizaram negócios no ramo imobiliário, Sandri conseguiu cortar R$ 106 milhões de impostos, e foi investigado no ano passado. #Lava Jato