Tudo indica que o presidente interino Michel Temer quer mesmo se destacar do governo anterior da petista Rousseff, basta ver os esforços que vem sendo alocados para alcançar resultados, que permitam minimizar os registros negativos das contas públicas.

Temer escolheu com muito critério a sua nova equipe de trabalho, os integrantes devem utilizar-se da severidade para conduzir o orçamento público do país. Enquanto isso, a presidente Dilma continua afastada de suas atribuições presidenciais em decorrência do trâmite que segue no Senado Federal, ou seja, um processo de ‘impeachment’, o qual proporciona o prazo de até 180 dias para que a Casa decida sobre o futuro da Chefe de #Governo.

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Mas voltando à equipe de Temer, sabemos que os critérios mencionados dizem respeito à tão somente as experiências profissionais e políticas, todavia, não há o resguardo da moralidade quando falamos em citados, acusados ou investigados na Operação Lava Jato, isso porque, o fato se faz presente quanto as questões que devem ser elucidadas, em nome de alguns escolhidos do atual governo.

Segundo entrevista concedida pelo então Ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, ao jornal “Correio Brasiliense”, realmente, o time do presidente Michel tem perfil, capacidade e idade suficiente para não incorrer aos erros passados. O ministro traz a diferença da regência do governo Dilma que está em exercício, porém, afastado.

Na sala de entrevista ao jornal, também foi visualizado o quadro da presidente Dilma, afixado na parede do Palácio do Planalto, então, o ministro argumentou sucintamente: “Hoje, ela ainda é presidente da República”. Porém, considera difícil o retorno: “Tivemos mais de dois terços. Do garçom ao empresário, há um sentimento de alívio pela mudança”, sustenta o Chefe da Casa Civil.

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Padilha explicou ainda que a proposta de Temer diz respeito ao diálogo entre os poderes e acredita na aproximação da Câmara dos Deputados, algo que no governo Dilma não existiu, portanto, compete a todos os participantes da nova gestão a responsabilidade da comunicação interna, dentro de cada pasta ministerial.

A prioridade agora é acelerar principalmente as reformas previdenciária e trabalhistas, que se encontram estacionadas no Congresso Nacional aguardando a sensatez dos parlamentares. Padilha disse ainda que: "Não terá aumento da carga fiscal", afirmando e tranquilizando a população brasileira em meio à tentativa de não onerar a população, esse tema é objeto de discussão indispensável no governo Temer.

O ministro também mencionou sobre o novo líder do PMDB: “uma indicação da maioria dos líderes”, ressaltou referenciado o deputado federal André Moura (PSC-SE). Ainda sobre o assunto, Padilha indagou que o presidente Michel, não ficou satisfeito com a indicação, porém, como o parlamentar é o principal aliado de Cunha (Eduardo Cunha, afastado do cargo da presidência da Câmara dos Deputados), e continuou: “Quem não admitir que Eduardo Cunha é o principal eleitor da Câmara está enganado”, avalia Padilha, lembrando, entretanto, que “a influência de Cunha no Legislativo não tem reflexo no Executivo”, então, assim foi feito.

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Por fim, Eliseu Padilha lembrou outro fato sobre o mesmo procedimento ocorrido em outra ocasião na Câmara, foi com Tadeu Filippelli (presidente regional do PMDB em Brasília), ou seja, uma pessoa notável na Capital Federal. Mas, o ministro foi adiante e citou Cristovam Buarque (PPS), que se no momento atual fosse admitido no PMDB “...seria um bom candidato”, explicou com um sorriso sagaz.

  #Crise no Brasil #Michel Temer