O ex-presidente da República por dois mandatos, entre 1995 e 2003, Fernando Henrique Cardoso, o FHC, foi o entrevistado do programa Jô Soares na Rede Globo nesta quarta-feira. Ele aproveitou a ocasião para divulgar o seu novo livro, chamado Diários da Presidência, onde, em quatro volumes, retrata os bastidores do poder, as negociações com os partidos, as alianças e outros temas referentes ao cargo que exercia.

Mas, evidentemente, FHC também falou sobre outros assuntos e o programa inteiro foi dedicado à entrevista com ele. Questionado pelo apresentar sobre como via e com qual perspectiva analisava o novo governo de Michel Temer, o tradicional político tucano disse que Temer poderá entrar para a história.

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"Bom, não dá para pensar que depois de tudo o que aconteceu, com o impeachment da presidente Dilma, os casos de corrupção e outros tantos problemas do país, um novo governo agora vai conseguir fazer grandes avanços. Mas se ele conseguir dar um rumo para a economia, estabilizar o Congresso Nacional e manter as investigações da Operação Lava Jato certamente terá conquistado um papel importante na história", destacou FHC.

Dilma Rousseff, afastada da presidência por 180 dias em decorrência da admissibilidade do processo no Senado, também esteve na pauta da conversa entre Jô Soares e Fernando Henrique Cardoso. Segundo o ex-presidente, é muito difícil imaginar que ela volte ao cargo, embora a possibilidade exista.

"É muito difícil pensar que ela possa voltar, porque ela perdeu a maioria no Congresso e não estava mais conseguindo governar.

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Há uma confusão que se faz perante à opinião pública, que quer a Dilma até na cadeia. Não, ela como pessoa é honrada. Mas acabou tendo uns descuidos nas contas públicas que geraram esse processo de impeachment", avaliou FHC.

Ao ser perguntado sobre os seus próximos projetos, FHC destacou que terá alguns compromissos nos Estados Unidos e que segue trabalhando em seu Instituto. Mas fez questão de lembrar a todos: "Ainda dou uns palpites na política por aí". #PSDB #Crise no Brasil #Crise-de-governo