Logo no princípio do seu primeiro discurso como presidente interino da República, #Michel Temer fez questão de garantir a manutenção de todos os programas sociais dos governos Lula e Dilma, encerrando todas as especulações sobre o tema. Curiosamente, Dilma Rousseff, na manhã de quinta-feira (12), voltou a salientar em pronunciamento para militantes em frente ao Palácio do Planalto que temia que esses programas fossem reduzidos.

Vice-presidente nas duas gestões do #Governo Dilma, Michel Temer tomou posse como presidente interino nesta quinta-feira, após uma extensa sessão no plenário do Senado Federal recomendar a admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff por 54 votos a 22.

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Ainda no início da manhã, a presidente foi informada pela mesa do Senado sobre o seu afastamento, que durará até 180 dias. Na sequência, Temer assinou o termo de posse.

Antes de elaborar suas primeiras fases como presidente, Temer empossou os ministros do seu governo. A solenidade deu posse a 22 ministros do primeiro escalão de Temer, contendo nomes importantes como Eliseu Padilha, na Casa Civil, Henrique Meirelles, na Fazenda, Geddel Lima, na Secretaria de Governo, Romero Jucá, no Planejamento, José Serra, nas Relações Exteriores, entre outros. Na sequência, discursou e enfatizou a manutenção dos programas sociais.

“Quero reafirmar aqui, de modo veemente, que o nosso governo vai manter todos os programas sociais. O Bolsa Família, o Pronatec, o Minha Casa Minha Vida, Fies, Prouni... todos eles são programas que deram certo, serão mantidos e procuraremos aprimorar suas gestões”, garantiu Temer, que na sequência aproveitou para fazer uma crítica a um hábito rotineiro da política brasileira:

“Nós precisamos, mais do que nunca, acabar com esse hábito que existe no Brasil em que, quando assume um outro governo, destrói tudo o que foi feito pela gestão anterior.

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Não pode ser assim. É preciso prestigiar aquilo que efetivamente deu certo e aprimorar”, ampliou.

Sem voz em determinado momento, Temer pediu água e algumas pastilhas para a garanta para continuar o seu discurso. Antes de terminar, reforçou a importância e a garantia da continuidade da Operação Lava Jato, que investiga desvios de verbas públicas para diversos partidos políticos na Petrobras. Ele ainda citou a importância de reformas em áreas como a previdência e o trabalho. No entanto, frisou que nenhuma reforma mexerá em direitos já conquistados e adquiridos.

Também durante o seu discurso, o novo presidente pregou a necessidade da união dos brasileiros para “pacificar o país”. Ele também dedicou palavras à presidente Dilma Rousseff, sua companheira de chapa nas eleições de 2010 e 2014. De modo contido, Temer citou um “profundo respeito institucional” ao falar da petista, afastada após decisão em maioria do Senado Federal.

No final, Temer não optou pelo lugar-comum do “boa noite a todos” ou do “um abraço a todos”.

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Despediu-se de maneira diferente, mas de forma clara: “um bom Brasil a todos”. É o que a população necessita. #Crise-de-governo