Uma delação premiada do presidente afastado da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode ocasionar o fim da Operação Lava Jato. Essa é uma afirmativa de um investigador do altíssimo escalão da Operação. Cunha sabe muita coisa e, juntamente com as declarações do empresário Marcelo Odebrecht, a #Lava Jato poderia "atar as pontas' que ainda permanecem abertas. O que causa um pouco de estranheza nisso tudo, segundo o investigador, que preferiu não ser identificado, é a Procuradoria Geral da República demonstrar pouco interesse numa possível delação de Cunha. Hoje existe uma grande preocupação dos investigados pela Lava Jato com a troca do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que terminaem 2017, por alguém que foque em nomes que não são prioridades no momento.

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Essa discussão é mais forte nos adversários do presidente afastado Eduardo Cunha.

Recuo 

O peemedebista Eduardo Cunha recuou de uma decisão que ele tomou logo após seu depoimento de quase sete horas no Conselho de Ética. Cunha havia dito que na segunda-feira (23) iria voltar ao seu gabinete na Câmara, porém, ao consultar seus advogados, mudou de ideia e resolveu não agir desta forma, pois daria a entender que isso seria um enfrentamento à Justiça. Mesmo afastado, Cunha mantém vários privilégios, como salário integral, carro à disposição e uso da residência oficial da Câmara.

Sombra de Cunha

O governo #Michel Temer tem sofrido várias críticas e receios entre seus aliados. O núcleo do governo tenta minimizar possíveis contratações de pessoas próximas a Cunha, mas o deputado parece impôr gente de sua confiança no governo.

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Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara, é um aliado de Cunha. Ele já frequentou duas vezes a casa de Cunha e a impressão que fica é que, através de Maranhão, Cunha está comandando a Casa, de acordo com o líder do DEM, Pauderney Avelino. Uma prova contundente da força de Cunha é a nomeação de André Moura como líder do governo Temer na Casa. Moura já foi acusado até de tentativa de homicídio. Senadores têm receio de que Temer vire refém de Cunha.