O 'pit bull de Temer’, é justamente dessa forma que muitos conhecem o atual Ministro da #Justiça, Alexandre de Moraes, por ser considerado ‘linha dura’, ou seja, não permite atos de ilegalidades e, segundo ele, apenas defende a Constituição Federal da República (CFR).

Moraes finalizou seu curso de doutorado na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), no ano de 2000. Professor universitário e político brasileiro o novo Ministro também faz parte dos profissionais da advocacia vinculados à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Antes de aceitar o convite de Temer, Alexandre fazia parte da equipe do governador Geraldo Alkmin, ou seja, ele assumiu a Secretária de Segurança Pública de São Paulo, exatamente na época em que estudantes das escolas públicas estaduais participavam de protestos contra o aumento das tarifas, o que resultou em repressão de forma ostensiva.

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O período foi bastante tumultuado, houve momentos em que o cargo de Moraes ficou em evidência, sugerindo um possível remanejamento.

Alexandre foi o responsável, no inicio no mês, pela prisão do Hacker que chantageava a esposa de Temer. Marcela Temer percebeu que o seu celular foi invadido ao receber ameaças que exigiam vantagens financeiras em troca de seus dados pessoais. Toda a investigação foi realizada pela equipe de confiança de Moraes. A extorsão foi confirmada e o acusado está preso aguardando julgamento.

Ainda em São Paulo, com expectativa de fortalecer a legislação, Alexandre resolveu inaugurar os blindados israelenses, o que não foi bem aceito pela população nem pelos manifestantes. O fato é que houve resistência e alguma coisa tinha que ser feita naquele momento, para combater os criminosos e vândalos que estavam infiltrados aos movimentos sociais.

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Com o fim da repressão, Alexandre alcançou índices negativos no parecer da opinião pública, pois, conforme a transmissão da Rede Globo, a polícia ostensiva foi a responsável por uma, entre quatro pessoas assassinadas na capital no ano passado.

Moraes também foi questionado pela sua atuação como defensor de, pelo menos, 123 ações processuais, que tramitavam na própria justiça da capital paulista em favor da Transcooper, uma das empresas que vinha sendo investigada pela participação de conduta criminosa com ligações aos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, originados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Moraes justificou argumentando que fazia parte de uma sociedade, a qual renunciou a todos os processos, além disso, afirmou estar de licença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), naquela época.

Outra situação que também gerou grande repercusão, principalmente porque a atuação de Moraes, dessa vez, aconteceu no mundo dos parlamentares, foi a defesa e absolvição do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha,  acusado de falsificação de documentos.   

Por fim, nesta segunda-feira (16) já investido no cargo de Ministro da Justiça do atual Goveno Temer,  Alexandre concedeu uma entrevista a “Folha de S.

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Paulo”, é a maior polêmica foi em relação ao seu posicionamento do método de escolha do Prurador Geral da República (PGR).

Moraes foi categórico em sua resposta e simplesmente declarou que “A Procuradoria não é poder absoluto”, mas ressaltou que “O poder de um Ministério Público é muito grande, mas nenhum poder pode ser absoluto”. 

Completou citando o artigo 128, em seu parágrafo 1º da Constituição Federal:O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira”, ou seja, mesmo reconhecendo a grandeza do MP alerta que não há menção sobre a lista tríplice nem tão pouco, eleições para a escolha do PGR. #Governo #Michel Temer