Foi liberada a abertura do processo do impeachment contra o ainda interino presidente da república, #Michel Temer.  Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, a ação tem fundamento em crime de responsabilidade, agora, caberá esperar o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo, marcar a data do julgamento.

Ao que tudo indica, esse ato do ministro não é referente a nada recente. Isso porque Marco Aurélio teria concedido, desde o mês de abril, uma liminar que permitiu a uma comissão especial a análise do pedido de #Impeachment de Temer, de acordo com o que aconteceu com Dilma na investigação da Lava Jato.

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Na realidade, tudo começou  quando Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara, no dia 5 de janeiro deste ano, rejeitou o pedido de abertura deste mesmo processo alegando a ausência de indício de crime. Então o advogado Mariel Marley entrou com um pedido contra Cunha, o que fez Marco Aurélio tomar sua decisão.

Na mesma ocasião, o advogado chegou a solicitar o anexo do processo de Michel Temer ao de Dilma, porém, o ministro não quis aceitar.

Um dos pontos mais fortes que deram impulso para o afastamento da ex-presidente, foram os inúmeros decretos assinados por ela, esses mesmos que Temer também assinou. O que conclui, segundo a ação judicial, que o atual presidente cometeu os mesmos atos que tratam-se de créditos suplementares liberados sem a autorização do Congresso.

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, chegou a enviar um parecer ao STF que relatava sua opinião sobre o caso.

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Segundo Janot, não houve ilegalidade por parte de Cunha quando chegou a anular o pedido do impeachment de Michel Temer.

Confira uma parte do parecer de Janot:

"Assim, nos limites estabelecidos para a apreciação dos atos do Congresso Nacional pelo Poder Judiciário, não se verifica violação de norma constitucional ou conduta abusiva por parte do impetrado¨.

Considerando o parecer de Janot, o chefe do Ministério Público pediu que a liminar de Marco Aurélio seja cassada. #Crise-de-governo