No começo de maio, o procurador-geral da República Rodrigo Janot apresentou denúncia contra o ex-presidente #Lula. A acusação é de obstrução à justiça. Nesta sexta-feira (20), uma nova operação da Polícia Federal batizada de Janus, se aproxima do ex-presidente através de suspeitas sobre seu sobrinho.

A denúncia da PGR

Para Rodrigo Janot, Lula chefiava o grupo que tentou comprar o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, a fim de evitar que este fizesse acordo de delação premiada. Esta seria uma das tentativas de impedir o avanço das investigações da Lava Jato. As delações do ex-senador Delcídio do Amaral e de Diogo Ferreira, seu chefe de gabinete, foram o ponto de partida que levou os investigadores à conclusão de que, juntamente com José Carlos Bumlai e seu filho Maurício, Lula pagou R$ 250 mil a Cerveró.

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Com a quebra do sigilo de e-mails do Instituto Lula, ficaram comprovados os encontros entre Lula e Delcídio durante as tratativas e os pagamentos feitos a Cerveró.

Delcídio afirmou na delação que a intenção era evitar que Cerveró falasse sobre fatos ilícitos que envolviam Lula, Bumlai e ele próprio.

Operação Janus

Agora outra investigação da Polícia Federal, batizada de Janus, apura o tráfico de influência de Lula, que teria beneficiado pessoas ligadas a ele, entre elas seu sobrinho Taiguara Rodrigues dos Santos, que foi levado para depor através de mandado de condução coercitiva. Mais uma vez, no centro da investigação está a Odebrecht, que contratou a empresa de Taiguara para reformar uma hidrelétrica em Angola. A obra, no valor de 464 milhões de dólares, foi financiada pelo BNDES. A suspeita é de que o contrato com Taiguara tenha sido usado para lavagem de dinheiro.

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A empresa, de pequeno porte, recebeu R$ 3,5 milhões para realizar serviços na reforma do complexo hidrelétrico de  Cambambe, entre 2012 e 2015.

Taiguara foi convocado em 2015 para depor na CPI do BNDES, sob suspeita de ter participado da comitiva de Lula em viagens a África e Cuba, porém os deputados do PT sustentaram que ele não tinha relação com o que estava sendo investigado.

Lula e a #Lava Jato

Lula não é alvo da Operação Janus, mas seu nome aparece devido a relação familiar e sua ligação com a Odebrecht. Somente no depoimento de Delcídio, foi citado 186 vezes. O ex-senador disse que Lula está preocupado com o que pode atingir Bumlai.

Embora tenha condenado José Dirceu por lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa, o juiz Sérgio Moro não o reconheceu como chefe do Petrolão. A cada dia mais longe do poder, Lula pode estar mais perto da Lava Jato.