A concessão de um passaporte diplomático a Samuel Cassio Ferreira, foi publicada nesta quarta-feira (18) no diário oficial da União. O documento teria sido concedido pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra do PSDB de São Paulo e o pastor poderá usá-lo por três anos.

A assessoria do Itamaraty anunciou que o ato é legal segundo o terceiro parágrafo do artigo sexto do decreto que regulariza a concessão de passaportes diplomáticos. Nele, o documento pode ser concedido a pessoas que não estão citadas na lista, porém, "devam portá-lo para as pessoas que não forem citadas se for em função do interesse do país".

Ainda em nota oficial à imprensa, o Itamaraty alegou que o documento identifica a pessoa como "agente do governo", mas que não concede à pessoa "imunidade diplomática" e sim alguns privilégios como: Isenção de visto em alguns países e atendimentos preferenciais em postos de imigração.

Publicidade
Publicidade

Na realidade, o decreto citado é o 5.978, de 2006 que claramente não prevê esse tipo de "regalias" a líderes religiosos. Quem poderia receber são: O presidente e o vice-presidente da república, ex-presidentes, governadores, ministros, ocupantes de cargo de natureza especial, integrantes do Congresso Nacional, militares em missões da ONU, ministros do STF, juízes brasileiros e o procurador-geral da república.

Agora, o histórico do pastor é muito duvidoso uma vez que quando ele era diretor da Assembleia de Deus em Campinas-SP, chegou a receber depósitos de mais de R$250 mil segundo a Procuradoria Geral da República. Tal dinheiro seria supostamente oriundo de propinas pagas a #Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara afastado por investigações da Operação #Lava Jato.

Leia o texto da denúncia de Janot, procurador-geral da República:

"É notória a vinculação de Eduardo Cunha com a referida igreja (em Campinas, SP).

Publicidade

O diretor da referida igreja perante a Receita Federal é Samuel Cassio Ferreira, irmão de Abner Ferreira, pastor da Igreja Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro, que o denunciado (Cunha) frequenta. Foi nela inclusive, que Eduardo Cunha celebrou a eleição para presidência da Câmara dos Deputados".

  #Corrupção