O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que é filiado ao PMDB, reaparece, desta vez, como o principal responsável pelo escândalo que derrubou o ministro do Planejamento, o senador Romero Jucá (PMDB-RR).  As gravações telefônicas entre ambos divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo revelam detalhes de uma conversa, cujo teor seria a paralisação da Operação Lava Jato, após a saída de Dilma da presidência. Apesar de negar tal fato, a divulgação dos diálogos foi suficiente para que Romero Jucá deixasse a pasta, pelo menos até o final das investigações sobre o fato.

Sérgio Machado, o homem-bomba contra o governo de Michel Temer

Ex-aliado político do atual senador tucano Tasso Jereissati e hoje filiado ao partido de #Michel Temer, Machado deixou o apelido de 'Samurai do Cambeba', quando comandou a onda de cortes no funcionalismo público no #Governo do Estado do Ceará, nos anos 80, para assumir o papel de verdadeiro 'homem-bomba' dentro do  Palácio do Planalto.

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Alçado ao cargo de presidente da Transpetro, pelas mãos de Renan Calheiros (PMDB-AL), ele foi o executivo que mais tempo passou na função. Foram onze anos, dentro da gestão petista de Lula e Dilma.

No comando da subsidiária da Petrobras, Machado foi alvo de investigação pela Lava Jato por seu suposto envolvimento nos esquemas de desvio de dinheiro dentro da estatal. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, em delação premiada, afirmou ter recebido de Sérgio a quantia de R$ 500 mil reais a título de propina.

As conversas divulgadas entre o ex-diretor da Transpetro e Romero Jucá envolvem vários nomes, inclusive da oposição e provocaram um verdadeiro 'terremoto' dentro do governo, que já enfrenta a sua primeira #Crise.   

Temer já enfrenta seu primeiro escândalo em 12 dias de governo

Apesar de tentar negar tais objetivos, Romero Jucá não conseguiu manter a sustentação no cargo.

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Ele foi afastado até que as investigações do Ministério Público sobre o caso sejam concluídas. As explicações sobre o fato de que os diálogos giravam em torno de questões econômicas não foram suficientes para manter o principal 'homem forte' do governo Temer no cargo. A função de Jucá era promover o diálogo com a base legislativa e, assim, facilitar a aprovação das medidas que Temer quer por em prática. Neste sentido, o presidente interino sai prejudicado num momento de grande instabilidade. Esta indefinição poderá acarretar mais desgastes.

Temer apoia a saída de Romero Jucá do cargo e diz que, como senador, ele deverá ajudar na aprovação dos projetos do governo. Entretanto, o presidente deverá lançar mão de novas estratégias com efeito suficiente para neutralizar os estragos causados pelo poder de destruição da bomba que atende pelo sobrenome de Machado.