Nesta quinta-feira, 12, foi formalizado pelo Senado Federal o afastamento da presidente #Dilma Rousseff por até 180 dias por conta da admissibilidade do seu processo de impeachment decidido pelo Congresso Nacional. Já nesta quinta, o então vice-presidente, #Michel Temer, o primeiro da linha sucessória, assinou o termo de posse e se transformou no terceiro político do PMDB a sentar na cadeira da presidência sem ter passado diretamente pelo voto.

Essa sina do maior partido político brasileiro teve início na redemocratização do país após os nebulosos anos da ditadura militar. Em 1985, José Sarney comandou o Brasil até 1990 depois da morte do seu companheiro de chapa, Tancredo Neves, que havia sido escolhido o novo presidente da República.

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Dois anos depois, a situação se repetiu durante o polêmico governo de Fernando Collor de Mello, que sofreu o processo de impeachment por conta de uma série de ilegalidades que envolviam loteamento de cargos, corrupção para benefícios pessoais e fraudes na campanha eleitoral.

Collor veio a renunciar horas antes do Senado Federal publicar o seu afastamento do cargo. Na escala hierárquica, novamente o vice-presidente assumiu. Itamar Franco, igualmente do PMDB, dirigiu o Brasil de 1992 até 1994, quando, via eleição, Fernando Henrique tornou-se o presidente da República.

Agora, Michel Temer fecha a “trinca” peemedebista. Ao final de um processo longo e arrastado, que teve início formal ainda em dezembro passado, quando o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment, Dilma Rousseff deixa a cadeira mais importante do Executivo.

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