A polícia militar cumpriu reintegração de posse e retirou os estudantes que ocupavam a sede do Centro Paula Souza desde o dia 28 de abril. O grupo de estudantes foi arrastado para fora do local na manhã desta sexta-feira, 6 de maio. Os policiais militares chegaram à escola por volta das 5h da manhã, mas entraram no saguão do prédio por volta das 6h50 pedindo a saída do grupo de alunos. Muitos foram arrastados para fora do local.

Os estudantes estavam protestando e ocupando o prédio para reivindicar alimentação nas escolas técnicas do Estado (Etecs, além de solicitar a punição de todos os envolvidos na "Máfia da Merenda".

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No momento em que os policiais chegaram, eles sentaram no chão em forma de roda e começaram a entoar gritos de guerra como “não tem arrego”, por exemplo. O barulho incomodou os vizinhos do prédio que começaram a reclamar de seus apartamentos. Não houve confronto durante a reintegração e os alunos seguiram o ato de protesto no centro de São Paulo.

Para evitar maiores problemas em situações como a ocorrida na manhã de hoje, o governador #Geraldo Alckmin (PSB) decidiu reverter ontem, dia 5, uma decisão judicial que proibia o uso de qualquer forma de armamento e ainda fazia exigências quanto à presença e o comando do secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, durante a reintegração de posse.

Além da Paula Souza, mais 11 escolas técnicas foram ocupadas, segundo informações dos estudantes.

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Enquanto isso, outro grupo está instalado no plenário principal da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) desde a tarde do dia 3 de maio. A Justiça ordenou que os estudantes saíam até as 16h40 desta sexta-feira. Cada aluno que descumprir a ordem será penalizado com uma multa diária de R$ 30 mil. Além disso, a Justiça autorizou a retirada dos alunos ela PM após esse prazo.

Entenda a “Máfia da Merenda”

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo estão investigando um grande esquema de #Corrupção e superfaturamento envolvendo importantes políticos no fornecimento de alimentos para merenda escolar. Entre os envolvidos está o governo de São Paulo e mais de 20 prefeituras do interior do estado. De acordo com um funcionário da Coaf responsável pela denúncia da fraude, a cooperativa fazia a contratação de “lobistas” que agiam junto aos governos e prefeituras no pagamento de propina a agentes públicos recebendo em troca favores em contratos. O caso mais grave envolve a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Segundo apurou o Ministério Público, o governo paulista pagou R$ 7,7 milhões à cooperativa no ano passado. #Protestos no Brasil