A forte pressão da classe artística surtiu efeito e o presidente interino da República, #Michel Temer, voltou atrás na sua decisão de eliminar o Ministério da Cultura. Inicialmente, ele seria anexado à pasta da Educação, mas em decisão anunciada nesse sábado, 21, o MinC voltou a ter o seu antigo status. Marcelo Calero será o titular desse ministério.

Em Brasília, no Congresso Nacional, a repercussão da decisão de "volta atrás" de Michel Temer foi grande. Políticos importantes deram o seu ponto de vista sobre o assunto do momento. Líder do governo Dilma na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), ironizou os primeiros passos da gestão Temer.

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"Está claro que se trata de um governo que não consegue manter suas posições. Na primeira pressão sofrida, acaba voltando atrás. Isso não pode ser assim. Quando um governo decide alguma situação, está decidido e pronto. Agora abre margem para novas pressões, como a do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o das mulheres", opinou Guimarães.

Já para o deputado André Moura (PSC-SE), que representa o governo Temer na Câmara, a decisão representa um sinal positivo para o setor artístico brasileiro, já que uma demanda deles foi prontamente atendida.

"A decisão mostra a sensibilidade que tem o presidente, já que ele soube ouvir as argumentações do setor para tomar o posicionamento. Ele avaliou os pleitos e as solicitações referentes ao MinC. É uma decisão bastante importante", ponderou.

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#Crise-de-governo