O ex-ministro Ciro Gomes anunciou, nesta terça-feira, dia 17, que deixará a presidência da Transnordestina. A Empresa, que é uma subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), é responsável pela construção da referida ferrovia, na região Nordeste. O irmão do também ex-ministro da Educação do #Governo Dilma, Cid Gomes, ocupava a presidência da empresa desde o mês de fevereiro de 2015.  De acordo com o site de notícias Ceara News 7, ele foi demitido por questões políticas.

Ciro diz que deixa o cargo para não prejudicar as obras no Nordeste

Conforme artigo publicado pelo Estadão, na última terça-feira, dia 17, a assessoria da Transnordestina declarou que Ciro Gomes preferiu se afastar da presidência, por receio de eventuais pressões políticas que poderia sofrer em virtude do governo interino de Michel Temer. O ex-ministro teme que, por suas convicções partidárias, o andamento das obras da ferrovia possa vir a ser prejudicado.

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Ainda, de acordo com assessores, ele teceu agradecimentos ao presidente da CSN, Benjamin Steinbruch e a todos os funcionários que colaboraram com o mesmo, durante todo o período que esteve à frente da empresa. 

"Temer é um salafrário e conspirador", disse Ciro a estudantes da PUC

Tanto Ciro Gomes quanto seu irmão, Cid Gomes ficaram conhecidos por praticarem uma oposição ferrenha a #Michel Temer. Durante todo o governo Dilma, o ex-ministro do governo Lula se referiu várias vezes ao atual presidente, que, na época era vice, como 'capitão do golpe'. Em uma recente palestra feita a estudantes da PUC, no começo do mês de maio deste ano, Ciro voltou a atacar Temer e o classificou de 'salafrário' e de conspirar contra o atual governo de Dilma. Ele criticou a postura do vice, na época, que caso assumisse a presidência do Brasil, ele entregaria o posto ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em virtude de uma viagem a ONU, em junho deste ano, nos Estados Unidos. 

De acordo com o site CearaNews7, em matéria publicada no último dia 18, Ciro Gomes havia sido demitido.

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Sem ter o apoio da presidente Dilma Rousseff e, portanto, sem a  habitual capacidade de 'lobby' junto ao Planalto, o ex-ministro foi dispensado do cargo. Tanto Ciro quanto seu irmão, Cid Gomes, em virtude de suas posições políticas, foram obrigados a fazer parte do grupo dos opositores do atual governo interino. #CiroGomes