Como afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de suas funções como deputado, e consequentemente da presidência da Câmara dos Deputados, por meio de liminar proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, a cadeira de chefe daquela casa legislativa caiu no colo de Waldir Maranhão (PP-MA). Foi comemorado por muitos o afastamento de Cunha, mas as biografias de seus possíveis sucessores também não são nada ilibadas.

Atual presidente da Câmara dos Deputados, pelo menos enquanto Cunha for mantido afastado, ou não pedir a renúncia, nesse caso é convocada uma nova eleição após cinco sessões, Waldir Maranhão é considerado um deputado do “baixo clero” – aqueles com pouca visibilidade na mídia e força política entre os colegas parlamentares.

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Talvez Maranhão seja pouco conhecido do grande público, mas é figura repetida em investigações. Ele é um dos 32 integrantes do PP que são investigados pela Lava Jato e já possui dois inquéritos abertos no STF. O presidente da Câmara interino é acusado de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Fernando Giacobo (PR-PR)

O deputado do PR é o 2º vice-presidente da Câmara dos Deputados, atrás apenas de Waldir Maranhão na linha sucessorial. Ele já foi investigado no STF por crime contra a ordem tributária, mas teve seu inquérito arquivado em 2014. Antes disso, em 2011, foi acusado e inocentado dos crimes de falsidade ideológica e formação de quadrilha.

O possível crime que mais chama atenção ocorreu em 2009. Ele havia sido acusado de sequestro e cárcere privado, porém, o próprio autor da denúncia resolveu tirar a acusação.

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Beto Mansur (PRB-SP)

O 1º vice-presidente é um dos que compõe a tropa de choque de #Eduardo Cunha. Já foram encontradas, por agentes do Ministério do Trabalho, 22 pessoas trabalhados em regime análogo ao de escravidão em suas terras.

Atualmente, ele responde por três processos: crime contra a administração pública e crimes de responsabilidade fiscal. Além de já ter sido condenado a pagar R$ 200 mil por danos morais coletivo.

Felipe Bornier (PROS-RJ)

O 2º secretário é uma figura quase que ímpar na Câmara dos Deputados. Não existe nenhum inquérito contra ele correndo no STF.

Um fato curioso é que Bornier já sofreu com as perseguições por parte de Eduardo Cunha. Ele foi ameaçado de ser retirado da mesa diretora da Câmara por ter trocado o PSD pelo PROS. Porém, o deputado entrou com uma ação no STF e ganhou a causa, sendo mantido como 2º secretário. #Dentro da política