Reunidos neste sábado, dia 21, com os ministros Henrique Meirelles, da Fazenda e Romero Jucá, do Planejamento, o presidente interino Michel Temer acertou os últimos detalhes para o anúncio das primeiras medidas que serão anunciadas desde que assumiu a presidência, no último dia 13. O anúncio, que seria feito nesta segunda-feira, dia 23, foi adiado para o dia seguinte, numa forma de levar a discussão de tais pontos até o Congresso.

Perguntado sobre a questão de se aumentar impostos, Henrique Meirelles descartou de imediato tal ponto como integrante deste primeiro anúncio. O ministro salientou que o país está tentando sair de uma crise e para o momento atual, fala em aumentar tributos, seria inoportuno.

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Ele esclareceu que as medidas a serem adotadas visam  solidificar a base econômica do país. Além disto, a preocupação maior do #Governo é que todas as mudanças deverão ser cuidadosamente planejadas e cujos resultados deverão aparecer em um curto espaço de tempo.

Apesar de rejeitar a ideia de se aumentar impostos neste início, Romero Jucá não deixou de descartar que o assunto poderá ser posto em discussão em outro momento mais adequado e não desprezou tal alternativa.

De acordo com o ministro do Planejamento, a questão da reforma na previdência também não fará parte das novas medidas a serem anunciadas.

O ministro do Planejamento justificou o adiamento do anúncio em virtude da necessidade de se discuti-las junto à Câmara dos Deputados e ao Senado. A intenção é que mais pontos possam ser agregados ao pacote que deverá ser anunciado esta semana.

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Com a ajuda do Congresso, outras medidas poderão ser elaboradas a partir do questionamento dos membros do Legislativo.

O  encontro entre Temer e seus ministros contou ainda com a participação de Moreira Franco, que é secretário de Parcerias da gestão do presidente e do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. Mesmo não participando da reunião com a dupla ministerial, o banqueiro manteve um conversa reservada com Temer. Segundo Jucá, o presidente interino tem mantido contatos com vários representantes do setor industrial, financeiro e sindical. #Finança #Michel Temer