O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou denúncias ao Supremo Tribunal Federal, em relação ao envolvimento de políticos no esquema de propinas da Petrobras, que ocasionou desvios bilionários de recursos públicos da estatal brasileira, o chamado "#Petrolão". De acordo com as afirmações de Janot, as investigações da Operação Lava Jato denotam que "jamais poderia ter funcionado de forma tão ampla e agressiva uma organização criminosa no esquema de desvios de recursos públicos da Petrobras, sob a esfera federal, sem que houvesse a participação do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva", afirmou enfaticamente. As declarações do procurador-geral da República constam no parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal que relata a participação de Lula e outras 29 pessoas sob o âmbito do principal inquérito de investigação da Polícia Federal, em se tratando da Operação Lava Jato, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

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Organização criminosa

As investigações da Lava Jato, em denúncia formulada formalmente pela Procuradoria da República, relatam que as investigações se aprofundaram de tal forma que constatou-se a participação de uma organização criminosa com dois eixos principais: um eixo ligado ao PMDB e o outro eixo ligado ao PT. Em relação aos membros do PT, os elementos de investigação denotam que a organização criminosa atuava de modo verticalizado, com uma concentração de poder ampla nos chefes: Delcídio do Amaral, Edinho Silva, Jacques Wagner e Ricardo Berzoini.

Influência de Lula

O ex-presidente Lula foi implicado de modo substancial no processo de investigação realizado pela Polícia Federal e Ministério Público. Segundo Rodrigo Janot, o ex-mandatário influenciou o Planalto, com o propósito de atrapalhar as investigações da Lava Jato, a partir dos indícios descobertos por meio das interceptações telefônicas.

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De acordo com a denúncia, "Lula mantém o controle das decisões mais relevantes de modo que se inclua as articulações espúrias no que tange para influenciar a Operação Lava Jato", afirmou categoricamente o procurador em sua decisão.

Instituto Lula contesta

O Instituto defendeu o ex-presidente ao afirmar que a peça da PGR é uma hipótese que carece de provas, segundo a qual, "trata-se de antecipação de juízo, de caráter ofensivo e inaceitável, com base na palavra de um criminoso", afirmou em nota. #Corrupção