Na manhã desta segunda (30), Marcos Rogério, do DEM-RO, entregou, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em Brasília, o que apurou durante o seu trabalho de relator do processo de investigação do presidente do órgão federal, Eduardo Cunha, filiado ao PMDB-RJ.

Feito isso, haverá, em data ainda indefinida, uma nova reunião do conselho para se analisar o teor das conclusões do relator, além da divulgação de seu voto. Mesmo permanecendo em sigilo, a tendência é que o deputado de Roraima opte pela cassação do parlamentar carioca.

De antemão, Marcos Rogério já avisou que respeitará a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, do PMDB-MA, de não levar em conta, no seu voto, a suspeita de pagamento de propina a Cunha por conta do processo que investiga a lavagem e dinheiro na Petrobras.

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No entanto, todas as provas apuradas na referida investigação serão levantadas. Outro fato relevante será a imputação de quebra de decoro parlamentar.

Apesar de uma das acusações imputadas a #Eduardo Cunha ser excluída, as demais se baseiam no artigo 4º do Código Ética que determina que omitir intencionalmente informação relevante ou, nas mesmas condições, prestar informação falsa nas declarações de que trata o art. 18 [obriga os deputados a declararem os seus bens pessoais], prevê, como punição, a perda de mandato. Pelas prerrogativas, o relator pode adotar a pena máxima, como também sugerir requalificar a conduta e, assim, impor uma pena mais branda.

Surgido ao longo de 2015, o mais longo colegiado da história investiga o deputado Eduardo Cunha sob a acusação de manter contas secretas na Suíça.

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O peemedebista tentou negar que havia feito depósitos no exterior, mas, durante o período de coleta de provas, foram ouvidas várias testemunhas que confirmaram a existência de tal prática.

Caso a análise de Marcos Rogério não consiga atingir a maioria no Conselho de Ética, formado por 21 parlamentares, haverá a designação de um novo relator. Havendo a aprovação, o processo contra Cunha será votado no plenário  da Câmara. #Corrupção #Dentro da política