O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), revelou aos senadores que vai rejeitar o pedido de anulação do impeachment,da presidente Dilma Roussef feito pelo presidente interino da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA).

Renan foi informado sobre a decisão da Câmara ao chegar em Brasília e ficou ‘espantado’, segundo alguns senadores que estiveram com ele. Renan esteve em reunião com o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o segundo vice-presidente do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Segundo informações do O Globo, Renan irá anunciar sua decisão no Senado, em plenário a partir das 16h. O senador Jucá classifica a decisão de Maranhão como ‘esdrúxula’.

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Jucá também não quis informar qual será a decisão de Renan, mas defende que o Senado continue o processo de #Impeachment, afirmando que ele é um homem equilibrado politicamente e correto juridicamente.

Os senadores defensores do impeachment querem que Renan ignore o presidente interino da Câmara e não devolva o processo a ele, dando prosseguimento no senado.

Raimundo Lira (PMDB-PB) falou que não há nenhuma razão jurídica para o processo ser parado. Ele ainda diz querer tranquilizar o Brasil, e que essa decisão de hoje causou tumulto na economia brasileira. Lira ainda destaca que precisamos ter calma, responsabilidade e além de tudo, serenidade para não criar algo novo que venha complicar ainda mais a vida brasileira.

José Agripino Maia do DEM-RN garante que o planejado é Renan chegar às 16h e manter a leitura do relatório, ele ainda afirma que perguntou a Renan se ele já havia presenciado um ato de hostilidade tamanha ao Senado, segundo ele, Renan diz que isso foi uma ousadia de quem está por trás de Waldir Maranhão.

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O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), é contra o impeachment e avisou que, no momento, não vai ler no plenário a decisão da comissão especial que admitiu o afastamento de Dilma Rousseff.

O tema gerou polêmica nos debates na sessão do senado, parlamentares que são a favor do impeachment, se revoltaram com a decisão de Maranhão. #Governo #Senado Federal