Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado Federal, foi gravado em uma conversa com o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, na qual ele fala sobre criar uma lei que acabe com a delação premiada, um dos procedimentos utilizados nas operações da #Lava Jato.  Além de falar sobre a delação, o presidente do Senado mencionou a necessidade de fazer uma negociação com membros do Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja feita uma "transição" para a presidente Dilma Rousseff. 

Sérgio Machado é um dos investigados da operação Lava Jato e concordou em fazer a delação premiada, pois teme ser preso. Em consequência disso, Machado gravou conversas com Romero Jucá, cujo áudios levaram à destituição do cargo de Ministro do Planejamento, do #Governo interino de Michel Temer, e com Renan, que também é um dos alvos da Lava Jato.

Publicidade
Publicidade

Diálogo

Na conversa gravada por Machado, Renan diz que quem for preso, não poderia fazer a delação premiada, e utilizou a expressão "passar uma borracha no Brasil". Para Calheiros, não fazer a delação premiada ajudaria Sérgio Machado, o qual,  por temer uma possível prisão e não querer ser réu colaborador, gravou conversas com Renan, Romero Jucá e José Sarney.

Renan também declarou em áudio que Aécio Neves o procurou, querendo saber se havia mais "coisas" que Delcídio do Amaral teria dito sobre ele, descrevendo que Aécio estaria com medo. O senador se pronunciou dizendo que está indignado com as falsas citações de Renan. Renan também disse, em relação à campanha de Dilma Rousseff, que a empreiteira Odebrecht irá "mostrar as contas" e que "não escapa ninguém de nenhum partido" e nenhum governador. 

Na conversa, Eduardo Cunha também foi citado, uma vez que Renan ficou indignado ao saber que o ex-presidente da Câmara dos deputados esteve com Michel Temer, em março.

Publicidade

Além disso, também são citados na conversa,  os contratos que Dilma e Renan fizeram com Otavio Frias Filho, diretor de Redação do jornal "Folha", que concordou que a cobertura da operação Lava Jato foi feita com "exageros".  #Corrupção