Ex-ministro da secretaria de comunicação do Palácio do Planalto, o jornalista Thomas Traumann, assessor e porta-voz de Dilma, havia dado uma declaração dias atrás um tanto curiosa. Ele considerou ser muito difícil a possibilidade do #Governo reagir sobre o possível processo de impeachment da presidente.

Tudo indica que depois de instaurado na segunda casa, ou seja, no Senado Federal, ficou ainda mais complexo a presidente Dilma conseguir um posicionamento contrário ao processo de impeachment, até porque, os parlamentares da base governista estão em menor escala.

Entenda como Dilma Rousseff deve proceder

A presidente dever enviar até quinta-feira, 5, uma proposta de emenda constitucional (PEC) ao Congresso Federal com a indicação de novas eleições, já que pretende renunciar justamente para facilitar e pressionar a população brasileira a eleger seus novos dirigentes.

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Já em outro extremo, o jornal "O Globo" informou que o vice Michel Temer (PMDB) deve automaticamente assumir o cargo da presidência da república, mas nesse momento ele já tem ciência de que #Dilma Rousseff pretende dar um pronunciamento em cadeia nacional através de rádio e televisão, desafiando Temer para a sua possível renúncia - tudo com o propósito de novas eleições em 2016.

Com tudo elaborado, a publicidade seria veiculada antes do julgamento do processo, que nessa altura os parlamentares já estariam se preparando para o julgamento através da votação.

Vale ressaltar que o assunto de novas eleições esteve presente entre os senadores na semana passada e diante dos fatos, segundo eles, não há possibilidade alguma para o acontecimento prosperar, uma vez que, não possui fundamentos e nem requisitos necessário para nova convocação dos brasileiros às urnas, salvo, renúncia do presidente da republica e de seu vice.

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Andamento do #Impeachment

A Comissão Especial do Senado Federal ouviu nessa segunda-feira, 2, os três indicados pela oposição para prestarem esclarecimentos técnicos e jurídicos relacionados aos impactos das pedaladas e manobras que a presidente vem sendo acusada.

Já nesta terça-feira, 3, será a vez da defesa de Dilma Rousseff, que também vai esclarecer dúvidas quanto às eventuais acusações da presidente. Mas o momento mais aguardado é o parecer do relator, o senador Antônio Anastásia (PSDB-MG), o qual deve apresentá-lo na quarta-feira, 4, que deverá ser encaminhado ao crivo dos parlamentares do colegiado ainda na sexta-feira, 6.

Se a votação for favorável ao trâmite do impeachment, o mesmo segue para o plenário do Senado Federal com previsão de voto para o dia 11 de maio. Na sequência, ocorre o afastamento de Dilma do cargo pelo período de 180 dias- ao final desse período ela será sentenciada. Portanto, para materializar-se há necessidade de maioria simples, ou seja, 42 votos do total de 81 parlamentares.