Atual Ministro do Planejamento, Romero Jucá vê, a cada dia, a sua situação se complicar. Depois de se ver envolvido com um pedido de investigação por parte de Rodrigo Janot, do Superior Tribunal Federal (STF), o homem que, juntamente com o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem tentando ajeitar as contas para que o presidente em exercício, Michel Temer, possa reorganizar o Brasil durante o afastamento de Dilma Rousseff, teve, nesta segunda (23) seu nome citado pela Exame em um áudio, no qual tentaria barrar a Operação Lava-Jato, que vem tentando resolver graves casos de #Corrupção no país ao longo de vários anos.

Segundo a revista, as gravações foram conseguidas pelo jornal Folha de São Paulo e nelas, Jucá, em conversa com o ex-presidente da Transpetro (empresa subsidiária da Petrobrás), Sérgio Machado, sugere a criação de um "pacto nacional" em favor de Temer.

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Além disso, o Ministro do Planejamento também faz severas críticas ao responsável por comandar o Senado Federal. Para Jucá, Renan Calheiros é contra essa união porque sabe da predileção de Michel Temer por Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados.

"Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele", diz o político do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) em determinado trecho da gravação.

Outros políticos também são lembrados no diálogo entre Romero Jucá e Sérgio Machado. O antigo gestor da Transpetro ressalta que a #Lava Jato busca fazer uma limpeza geral dentro do quadro político nacional. O ministro concorda com o amigo e, inclusive, cita Aécio Neves, Aloysio Nunes e José Serra, todos filiados ao PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), acreditando que todos já caíram.

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Machado também acredita que nenhum desses escapará, principalmente Aécio, que teria um esquema conhecido por todos.

Procurado pela Folha, Romero Jucá, por intermédio de sua assessoria, limitou-se a apenas a falar do pacto. Ele concordou que tentava um acordo, mas disse que englobaria todos os poderes, especialmente o STF. #Dentro da política