O Wikileaks divulgou, nesta terça-feira (24), novos documentos revelando, dessa vez, conversas entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e Lisa Kubiske, uma diplomata da embaixada americana.

Nos telegramas vazados pelo Wikileaks, datados de 2009, Jucá era tido como uma “fonte” da embaixada dos Estados Unidos.

Nesses telegramas, o senador lamenta que o seu partido, o PMDB, tivesse optado pela aliança com o PT para eleições para presidente, em 2010. De acordo com as revelações, ele preferia que o partido tivesse escolhido Aécio Neves (PSDB-MG).

Em setembro de 2010, Jucá enviou um telegrama destinado à Hillary Clinton, na época, secretária de Estado norte-americana, questionando logo no título o que representava a aliança de Lula com o partido peemedebista, “mais problemas do que ganhos?”, escreveu.

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De acordo com Kubiske, o senador Jucá, durante um encontro, reclamou da “fraqueza” de Dilma como candidata, disse ainda que o seu partido estava divido entre Serra e Aécio Neves.

Em um segundo telegrama, datado de 21 de outubro de 2009, o senador é citado como uma das principais fontes de informações da embaixada americana em território brasileiro.

Além disso, Jucá havia informado ao #Governo americano de que Henrique Meirelles – atualmente ministro da Fazenda do governo interino, e, na época, presidente do Banco Central – poderia ser um potencial vice-presidente, no entanto, a diplomata indicou que Temer que deveria ser o vice de Dilma.

Em março de 2005, o embaixador dos EUA no Brasil, John Danilovich, escreveu um perfil do senador que, na época, assumiu o Ministério da Previdência Social já no governo do ex-presidente Lula.

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O embaixador aponta que Jucá era acusado de desvio de verbas em Roraima, além de desmatamento em terras indígenas enquanto era presidente da Funai, além de outras acusações de corrupção.

ESPIONAGEM PEEMEDEBISTA

No último dia 15/05, o Wikileaks vazou telegramas em que Michel Temer, também PMDB, era o informante dos EUA no Brasil, durante o governo Lula.

Nas correspondências, Temer analisava a conjuntura política do país, além de abordar temas de economia entre EUA e América latina. A notícia correu o mundo, sendo veiculada em inglês, espanhol, belga e até em árabe. #Michel Temer #Crise-de-governo