Volta e meia, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) está nas manchetes. Seja pela sua defesa à permanência da presidente Dilma à frente do comando do país, pelo respeito às causas dos homossexuais, transsexuais e bissexuais ou por atos de agressão, como a cusparada desferida em resposta às provocações de Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante a sessão plenária da Câmara, dia 17 de abril, que aprovou o prosseguimento do processo de #Impeachment da ex-presidente petista para o Senado, por 367 votos favoráveis e 137 contrários.

Desta vez, Wyllys volta ao noticiário depois de ser condenado, nesta terça-feira (24), pela Justiça do Distrito Federal, a pagar uma indenização no valor de R$ 40 mil à Beatriz Kicis, procuradora do Estado. A condenação do ex-BBB acontece em razão do compartilhamento de uma foto, em seu Facebook, cuja legenda foi considerada ofensiva.

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No estilo selfie, a foto foi feita em um encontro que o Movimento Social Foro de Brasília, do qual a procuradora é membro, teve com o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para lhe entregar um pedido de impeachment de Dilma Rousseff. O evento aconteceu em maio do ano passado.

Publicada por um deputado dias depois, a imagem foi compartilhada por Jean Wyllys com uma indagação que sugere que os fotografados estariam querendo levar vantagem com o afastamento da ex-presidente da República. Na legenda, Wyllys pede para levantar a mão quem estava disposto a ganhar parte de um montante de R$ 5 milhões, fazendo referência à quantia recebida por Eduardo Cunha para que ele fizesse valer as locações de navios-sonda no esquema de corrupção da Petrobras, conforme apurado por investigações da Operação Lava Jato.

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O deputado do PSOL completa perguntando se as pessoas presentes na imagem rejeitariam a famosa selfie.

Além do pagamento de indenização à Bia Kicis, como é conhecida entre seus pares, o ex-BBB deverá pagar uma multa diária à Justiça, no valor de R$ 500, enquanto a imagem permanecer publicada em seu Facebook.

A procuradora, que também é fundadora do grupo Revoltados Online, organização popular criada nas redes sociais para fazer oposição e combater a corrupção em todos os âmbitos políticos, especialmente no Governo Federal e no PT; alega que a ação de Wyllys denegriu sua imagem e abalou seu conceito no meio jurídico e social.

Podendo recorrer da decisão, o deputado carioca disse em sua defesa que não quis ofender Beatriz Kicis ou quaisquer outras pessoas que estão na imagem e que a legenda disposta na mesma diz respeito apenas a Eduardo Cunha e seus pares opositores ao Governo. Wyllys afirmou ainda que o post não deve ser caracterizado como insulto, tampouco oferece subsídios para uma condenação por danos morais, por tratar-se de manifestação garantida pela liberdade de expressão a que todo cidadão tem direito.

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Já os juízes que decretaram a sua condenação acreditam que Jean Wyllys ultrapassou os limites do direito previsto em Lei, o da liberdade de expressão, uma vez que a frase ofensiva foi destinada a todos os que fazem parte da foto e não apenas a Eduardo Cunha. #Câmara dos Deputados #Crise-de-governo