O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), definiu que a sessão que irá votar o afastamento da presidente Dilma Rousseff deve ocorrer no dia 11 de maio, uma quarta-feira. Além do dia, também ficou definido que a votação será aberta e por meio do painel eletrônico, para evitar os discursos constrangedores como ocorreu na Câmara dos Deputados.

A ideia do presidente do Senado é evitar que a sessão se prolongue e as polêmicas que cercaram as falas dos deputados, de parabéns para neta até homenagem a torturadore. Calheiros pretende fazer a votação no painel, ou seja, irá abrir votação, cada senador em sua respectiva cadeira irá apertar um botão e votar.

Publicidade
Publicidade

O resultado do voto aparece no painel, sem muitas complicações ou polêmicas.

Mesmo com o objetivo de diminuir as chances de polêmicas com esse rito de votação, é possível que as controvérsias apareçam e que a sessão se arraste. Pelo regimento, cada senador tem o direito do uso da palavra por 15 minutos. Se 80, dos 81 senadores, resolverem falar, excluindo o presidente Renan Calheiros, serão 1.200 minutos, ou seja 20 horas. Isso sem contar as interrupções e bate-bocas de podem ocorrer no decorrer dos discursos.

Além das falas dos senadores, os líderes de bancada ainda terão espaço para encaminhar a votação. Ou seja, cada líder irá ao microfone e dirá se sua bancada deve ser a favor, contra, ou se libera a critério do parlamentar o voto com relação ao #Impeachment.

É de se imaginar que a sessão comece no dia 11, mas perdure até a madrugada do dia 12 de maio.

Publicidade

Com isso, se for considerado pelos senadores a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, o dia mais provável para ela ser afastada de suas funções é a quinta-feira, dia 12.

Caso seja decidido o afastamento, a presidente será notificada e deverá assinar o documento, precisando sair do Planalto imediatamente. Segundo especula-se, Dilma irá receber a notificação no Planalto e, em um gesto simbólico para o mundo, irá descer a rampa do Planalto como uma forma de mostrar que uma presidente eleita está sendo afastado por meio de um “golpe”. #Dilma Rousseff #Dentro da política