Nesta sexta-feira (6), a Comissão Especial do #Impeachment no Senado aprovou o parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB/MG), votando sim ao prosseguimento do processo de impeachment de #Dilma Rousseff.

O tamanho da derrota

Embora alguns senadores do bloco de apoio ao governo tenham insistido na já superada acusação de "golpe", a grande maioria foi favorável ao afastamento de Dilma. A aprovação do parecer era esperada, o que estava em questão era o tamanho da derrota.

A defesa da presidente vem repetindo a mesma tese desde o início do processo, afirmando que não há provas de que Dilma cometeu crime de responsabilidade que justifique seu afastamento.

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"Não há ato da senhora presidente da República em relação às chamadas pedaladas em 2015. Porque quem gerenciava isto era o ministro da Fazenda", disse o advogado-geral da União José Eduardo Cardozo. Diante dos fracos argumentos, Dilma perdeu mais uma batalha. Foram 15 votos favoráveis ao parecer e apenas 5 contrários.

Diante destes números, tudo leva a crer que o mandato de Dilma Rousseff está prestes a ser encerrado, embora continuem os trâmites legais.

Bate boca e votos a favor de Dilma

Durante a votação, Lindbergh Farias (PT) afirmou que "o programa de governo dos opositores vai remover direitos sociais", o que deu início a um bate boca com Aloysio Nunes (PSDB), que bradava ser esta afirmação uma "infâmia". Para Lindbergh, o pedido de impeachment da presidente é "ilegal".

Além de Lindbergh, votaram a favor de Dilma: José Pimentel, Gleisi Hoffman, Telmário Mota, todos do PT, e Vanessa Grazziotin, do PCdoB.

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O que acontece agora?

Daqui a uma semana, com a votação em plenário, a presidente deverá ser afastada por até 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assumirá a presidência. Nestes seis meses, Dilma tem o direito de se defender. Enquanto isso, o Senado, que conduz o processo, fará a coleta de provas e depoimentos. Ao final deste prazo, a comissão apresenta um novo parecer, que dirá se a presidente deve continuar no cargo ou não. Caso o parecer seja favorável à queda de Dilma, ela se torna ré. O processo se encerra no plenário do Senado, em sessão conduzida por Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal. Para destituir a presidente são necessários dois terços dos votos, ou seja, 54 votos a favor do impeachment. Caso a comissão não obtenha este número, Dilma reassume o cargo.