O juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Operação #Lava Jato, a partir da sede da Polícia Federal do Paraná, encaminhou o publicitário João Santana e sua esposa Mônica Moura, para o Complexo Médico Penal, presídio estadual do Paraná. Além do casal de marqueteiros do PT, também serão transferidos com a decisão tomada nesta segunda-feira (02), o ex-senador Gim Argello e o proprietário do Jornal Diário do Grande ABC, Ronan Maria Pinto.

A solicitação de transferência dos presos partiu da própria Polícia Federal, que busca liberar espaço na carceragem da Corporação na capital paranaense. Ainda de acordo com a decisão, a liberação da carceragem torna-se necessária para abrigar eventuais novos presos que possam ter suas prisões decretadas em flagrante.

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A decisão foi a princípio, uma solicitação do delegado federal Igor Romário de Paula que mais cedo afirmara que permaneceriam em custódia na sede da PF, somente réus em processo de colaboração com a Justiça e aqueles que estejam em processo de tomada de depoimentos. O juiz Sérgio Moro prontamente atendeu o pedido e declarou em sua determinação que "que as dependências da Polícia federal, apesar das relativas boas condições, não comporta, devido ao seu espaço reduzido, a manutenção de número de presos de modo significativo", afirmou.

Denúncias pesam sobre réus

Os réus que foram transferidos para o Complexo Medico Penal do Paraná, foram denunciados por vários crimes. O publicitário João Santana e sua esposa Mônica Moura, foram acusados de receberem, tanto do Brasil, quanto do exterior, recursos ilícitos provenientes dos rombos bilionários na Petrobras, a partir do "setor de propinas" da empreiteira Odebrecht. 

O empresário do ramo de imprensa, Ronan Maria Pinto, é investigado sob suspeita de ter recebido parte de um empréstimo fraudulento do Banco Schahin para o PT em 2004, no valor estimado de R$ 12 milhões de reais, com o propósito de que fosse evitado revelar detalhes a respeito do assassinato do ex-prefeito de Santo André-SP, Celso Daniel.

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As investigações que recaem sobre o ex-senador Gim Argello ,cuja prisão foi decretada em abril, referem-se a motivo de extorsão, em relação às empreiteiras UTC Engenharia e OAS, em valores que somam R$5,3 milhões recebidos, com o intuito de que fossem evitadas as convocações de empreiteiros envolvidos na Lava Jato, em depoimentos nas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquéritos), tanto na Câmara, quanto no Senado Federal no ano de 2014. #Corrupção #Petrolão