A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 20, a operação Janus da Lava Jato. Segundo consta no "Estadão", Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher de #Lula, foi conduzido coercitivamente e seus endereços foram alvo de busca e apreensão. A suspeita é que o mesmo seria um laranja do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e também operador de um esquema de tráfico de influência no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social, com o fim de se conseguir financiamento para obras da Odebrecht em outros países.

Conforme apuração do próprio jornal, de acordo com o investigadores do caso, há grandes suspeitas de um relacionamento criminoso entre Lula e Taiguara para recebimento de vantagens indevidas.

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Ainda segundo o "Estadão", Lula conseguiu os financiamentos para que a Odebrecht realizasse obras no exterior utilizando de seu prestígio político, e, em seguida, a empreiteira subcontratava a empresa de nome Exergia Brasil, de propriedade de Taiguara.

Segundo os investigadores, a Exergia Brasil não teria capacidade para a realização de tais obras e, portanto, apenas servia para receber a propina paga pela Odebrecht. De acordo com a investigação da #Lava Jato, tal empresa teria realizado obras em Angola, Cuba e República Dominicana, todas com financiamento do BNDES.

Segundo o MPF, o objeto do inquérito teria alcançado outros alvos e, assim, além das obras investigadas no ano passado, passou-se a investigar outras irregularidades cometidas com financiamento do BNDES para a Odebrecht. Entre elas, os empréstimos para a construção do Porto de Mariel, em Cuba; do Metrô de Caracas, na Venezuela; e, ainda, algumas obras realizadas no Panamá.

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Apesar de Taiguara morar oficialmente em Santos, no litoral paulista, foi preso no Rio de Janeiro, em um hotel em Copacabana. Com ele foi encontrado José Emanuel de Deus Camano, funcionário de Taiguara, que seria o procurador de sua empresa. Este último assinava documentos e fazia pagamentos.

De acordo com o "Estadão", teria sido preparado para Taiguara um questionário contendo 100 perguntas que seriam respondidas na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Porém, ainda não foi informado se ele permaneceu calado durante o interrogatório. #Corrupção