O presidente da República interino #Michel Temer (PMDB) decidiu, por conta própria, tentar acalmar os ânimos da classe empresarial no Brasil, sobretudo, depois que esta demostrou total insatisfação com os sinais que o governo interino deu, no início desta semana, de aumentar impostos em curto prazo com o intuito de refazer a máquina publica do país e reaquecer a economia brasileira.

Ao perceber a grande insatisfação dos empresários, o próprio Michel Temer tratou de ir pessoalmente falar com os representantes do empresariado no Brasil e voltou atrás, afirmando que o #Governo interino não aumentará os impostos em curto prazo, como circulou, ainda que não oficialmente, durante toda a semana em Brasília e nos setores que defendem os interesses dos empresários no país.

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Em conversa realizada nesta sexta-feira, 20 de maio, com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Temer aproveitou para garantir também ao empresário que, enquanto estiver à frente do Palácio do Planalto, não pretende implementar a volta da CPMF, afirmando que a maioria do Congresso também é contrário a “ressureição” deste imposto.

A CPMF foi uma das maiores polêmicas da política recente do país. Durante as eleições presidenciais de 2014, a candidata a reeleição, Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores), defendeu veementemente que não resgataria este imposto, como estava sendo acusada pela oposição e por alguns empresários. Ao vencer as eleições, com 54 milhões de votos nas urnas, em poucos meses do novo governo, Dilma mudou o discurso e passou a defender a volta da CPMF, alegando que o recolhimento deste imposto seria importante para a reconstrução dos cofres públicos no país.

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A nova postura a presidenta da República, agora afastada por 180 dias pelo Senado Federal, foi determinante para que a classe empresarial no país rompesse definitivamente com o governo petista, o que, segundo especialistas políticos, culminou com a abertura de processo de impeachment contra a mesma.

Sabendo dos riscos que pode vir a ter, caso perca o apoio dos empresários, o presidente interino Michel Temer não demorou para se mobilizar e conversar diretamente com esta classe. Além de voltar atrás na decisão de aumentar impostos, Temer deixou claro para o empresariado que o objetivo principal deste novo governo é cortar gastos, controlar o orçamento e investir com maior responsabilidade, para, com isso, a economia reaquecer, sem precisar coletar dinheiro da sociedade civil.

“Temer pensou certo, e agiu rápido”, diz cientista político

Para o cientista político Jorge Gomes, especialista que acompanha atentamente o desdobramento da política no Brasil, sobretudo, em Brasília, o presidente interino Michel Temer agiu rápido ao perceber a insatisfação dos empresários.

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“Temer pensou certo, e agiu rápido. Ele sabe que quem sustentou a ação para retirar Dilma Rousseff da cadeira oficial de presidente no Palácio do Planalto foi a classe empresarial deste país, pois, foi esta a que mais perdeu dinheiro com a crise econômica que assola o Brasil há mais de um ano, e não se sabe exatamente quando a economia vai recomeçar a andar. Perder apoio dos empresários é correr o risco de ver o PT retomar o poder no fim dos 180 dias de afastamento de Dilma, e isso, com toda a certeza, o PMDB fará o que for preciso para evitar.”, afirma Gomes. #Crise-de-governo