Na manhã desta terça-feira (24), o presidente interino do Brasil, #Michel Temer, reuniu-se com seus ministros no Palácio da Planalto para discutirem medidas políticas que serão implantadas em seu recém-governo.

Presidente reúne apoiadores de seu governo

Uma das pautas da reunião era o afastamento do ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB). Na segunda-feira (23), foram divulgados áudios em que Jucá falava sobre um esquema organizado de vários poderes públicos a fim de cessar as investigações da Lava Jato. Jucá ainda falou sobre o plano de afastamento de Dilma Rousseff e elucidou toda a população sobre o desejo de afastamento da presidente do Partido dos Trabalhadores. 

Jucá deixou o cargo para o qual fora nomeado, há menos de uma semana, em poucas horas depois da divulgação da gravação.

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Na reunião, Temer falou sobre os erros de seu governo e que não hesitará em corrigi-los, parafraseando o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitschek ((1950-1955). Quando o presidente interino, Michel Temer (PMDB) pluralizou 'o erro', falou sucintamente de dois equívocos que o recente governo de Temer cometeu. 

Na reunião, Michel Temer quebrou o protocolo e anunciou a conversa no telão, para os jornalistas que aguardavam-no para uma coletiva. Geralmente, esse tipo de reunião acontece a portas fechadas. No discurso, o presidente bateu na mesa e falou sobre as críticas ao seu governo, alegando que já foi secretário de segurança em São Paulo por duas vezes, e "tratava com bandidos," declarou Michel Temer.

Três grandes erros de Michel Temer

O primeiro erro de Temer e que reverberou em toda a mídia internacional, foi sobre a formação misógina de seu governo.

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Nenhum de seus ministros nomeados é mulher, nenhum de seus ministros tem a pele parda ou negra, configurando um governo: "branco, elitista e machista", conforme escreveu uma internauta na página do Facebook do presidente interino.

O segundo erro foi extinguir o Ministério da Cultura, como parte do acordo com a população que defendia a saída de Dilma e não apoiam a lei de incentivo cultural, Rouanet.  A pasta foi incluída no Ministério da Educação e sofreu diversas críticas de todas as esferas sociais no Brasil. 

O terceiro erro foi nomear só "homens, brancos e ricos" para compor seu governo. Essa foi a primeira imagem que Temer criou e é esta imagem que o presidente interino tenta apagar. Temer tentou anunciar cinco mulheres para compor a secretaria de Cultura, que, após críticas, fora desmembrada do Ministério da Educação, sem a resolução de Ministérios. Dentre os 'nãos' que Temer ouviu, o primeiro foi da atriz Marília Gabriela.

Temer pede desculpas e recria Ministério da Cultura

O recente governo Temer pode ser resumido na mesma designação que o levou ao poder: falta de legitimidade.

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Em uma rápida análise de conjuntura política do governo, cientistas políticos apontam que, em menos de duas semanas, o presidente interino do Brasil já voltou atrás em várias decisões tomadas, demonstrando fragilidade na tomada de decisões importantes para o Brasil.

Uma das decisões que Temer voltou atrás, foi a respeito do Ministério da Cultura. Primeiro, o presidente interino extinguiu a pasta inserindo-a no Ministério da Cultura. Depois, o presidente decidiu criar uma secretaria independente, tentando nomear mulheres para o cargo, sem obter sucesso, com cinco negativas. A pressão popular continuou para o retorno do Ministério da Cultura, contando com o apoio de milhares de artistas e cidadãos, Temer cedeu novamente, e anunciou que criará o Ministério da Cultura. Uma conquista imensurável para todos os brasileiros. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil