Teori Zavascki, ministro do STF, tomou a decisão de afastar #Eduardo Cunha do cargo de Presidente da Câmara durante a madrugada. O motivo teria sido desarmar uma bomba preparada por dois ministros do Supremo Tribunal Federal. Seriam eles, Marco Aurélio Mello e Lewandowiski. Segundo o jornal Estadão, os mesmos colocaram em votação hoje à tarde a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental). De autoria da Rede de Sustentabilidade, o processo pedia a cassação de Eduardo Cunha e a anulação de todos os seus atos no cargo, segundo a interpretação de vários ministros. Entre os atos, o pedido de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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Zavascki teria se irritado e, além dele, outros ministros se espantaram ao saber da decisão de Marco Aurélio, de relatar o pedido da Rede para a votação da ADPF.

A Relatoria do caso Cunha

Zavascki repudiou a decisão de Mello porque concluiu que o natural seria ele mesmo julgar o afastamento de Eduardo Cunha, uma vez que já estaria sendo o relator do caso desde dezembro de 2015. As suas suspeitas pioraram quando o ministro  Marco Aurélio de Mello acertou com Lewandowiski para fazer a suspensão de toda a pauta agendada para hoje no plenário. O motivo seria focar apenas no ato pedido pela Rede.

Manobra neutralizada

Zavascki optou por pedir o afastamento de Cunha baseado no pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que se esvaziasse, antes de tudo, o pedido da Rede.

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Assim, esvaziaram o motivo principal da ação, ou seja, o objeto da ação, que seria o afastamento de Eduardo Cunha da presidência e a anulação de todos os seus atos, consequentemente, anular o impeachment de Dilma Roussef. Isso prova que o próprio STF está em nível máximo de tensão e em consequência entraram em clima de guerra entre eles mesmos. Marco Aurélio Mello teria dito que é preciso analisar se o relatório sobre o processo que iria ser votado não foi prejudicado e disse ainda, em tom de brincadeira, que Zavascki o poupou do trabalho que teria ao colocar o pedido em votação.