Após uma longa sessão no Congresso Nacional, foi aprovada, nesta quarta-feira a revisão da meta fiscal e autorizado déficit de de R$170,5 bilhões nas contas públicas. Traduzindo o economês, isso significa que o governo está autorizado a fechar o ano de 2016 com um rombo fiscal de  R$170 bilhões de reais nas contas públicas. Segundo o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles, esse valor é um "teto" e o governo vai trabalhar para reduzir esse rombo.

Mas o que é a meta fiscal?

A política fiscal centraliza suas preocupações nos gastos do setor público e nos impostos cobrados da sociedade. Procura, por meio do equilíbrio entre a arrecadação tributária e as despesas do governo, atingir determinados objetivos macroeconômicos.

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A meta fiscal é a estimativa de qual será essa diferença entre o que o governo arrecada e o que ele gasta.

Essa meta pode ser positiva ou negativa e depende da situação econômica do país. Se não fosse aprovada, o governo teria que cumprir a meta já aprovada para o ano com previsão de superávit de R$ 24 bilhões, mas o governo Dilma já havia enviado projeto para o Congresso aprovar um déficit de R$96 bilhões, ou seja, esse já era o atual rombo da economia. Com a atual #Crise econômica, o governo viu a necessidade de aprovar essa meta negativa para não paralisar totalmente as contas públicas e ter que começar a cortar gastos como investimentos e programas sociais ou ter que aumentar impostos para arrecadar mais.

Qual é o motivo do déficit fiscal?

Certamente, o motivo do déficit fiscal não é a arrecadação, o governo arrecada muito com uma das maiores cargas tributárias do mundo, mas, os recursos são mal aplicados.

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Segundo estudo do Credit Suisse, o setor público brasileiro gasta muito, mas gasta mal, é pouco eficiente. Esse déficit vem aumentando desde 2014.

Na última terça-feira, o governo anunciou medidas para conter o déficit fiscal, como limitar o gasto público.

Como o déficit fiscal afeta a dívida pública?

Quando ocorrem déficits o governo pega dinheiro emprestado para cobrir essa diferença, o conjunto desses empréstimos é a dívida pública. O governo deve estar com as contas em dia (superávit) para  poder pagar o juros da dívida. A dívida pública é expressa  em um percentual do PIB e o déficit fiscal piora essa relação, que hoje está em torno de 66% do PIB.  Déficits sucessivos fazem a dívida virar uma bola de neve. Esse fator é acompanhado pelas agências internacionais de classificação de risco, que passam a ver o país como mau pagador e aí quem vai querer investir no Brasil?

Quem paga essa conta?

O desequilíbrio nas contas do governo afeta o cidadão comum de diversas formas:

- Pode ocorrer aumento da carga tributária para pagar essa conta;

- Eleva os juros da economia para quem quer realizar empréstimos ou fazer prestações, o que também dificulta o investimento da empresas resultando em redução dos postos de trabalho;

- O governo oferta serviços de má qualidade como educação, saúde, moradia etc.

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 Ou seja, todos nós pagamos essa conta! #Crise no Brasil #Dentro da política