O surpreendente aconteceu nesta segunda-feira (09) na câmara dos deputados. Depois do afastamento de Eduardo Cunha (PMDB) da presidência, o deputado federal Waldir Maranhão (PP) assumiu a presidência e entrará para a história da política no Brasil.

Dilma não será afastada

O Supremo Tribunal Federal (STF) afastou Eduardo Cunha na primeira semana de maio e em menos de sete dias, Maranhão corrigiu um erro histórico, que poderia mudar a história da política brasileira. Em atitude inédita, o presidente da câmara anulou o pedido de #Impeachment votado por Cunha, contra a presidente do Brasil. Waldir acatou uma denúncia feita pela AGU.

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O impeachment seria votado nesta semana pelo senado, que já havia aprovado o parecer a favor do processo de afastamento de #Dilma Rousseff. O relator do impeachment no senado, Antonio Anastasia (PSDB), senador eleito por Minas Gerais, declarou ser a favor do impeachment de Dilma, que é acusada de abrir créditos complementares, as chamadas 'pedaladas fiscais'. 

O mais curioso é que Anastasia em quatro anos como governador em MG realizou a abertura de 972 créditos suplementares, e mesmo assim, não conseguiu atingir a meta fiscal. O político não fora acusado, como nenhum dos outros 16 governadores que já 'pedalaram'. 

Senado não votará processo de impeachment

A abertura de crédito suplementar está prevista em lei e a todo momento o impeachment era declarado sem embasamento jurídico. Muitos apontavam pela injustiça que vinha sendo cometida contra a presidente, Dilma Rousseff.

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Na internet surgiram diversas campanhas dizendo para o novo presidente da câmara, Waldir Maranhão anular o processo de impeachment. Baseado na denúncia do STF que afastou Cunha do poder, Maranhão escreveu uma nova história para o Brasil e Dilma fica.

Impeachment foi anulado por presidente da Câmara depois de Cunha cair

O processo de impeachment já vinha sendo contestado por muitos, inclusive pela mídia internacional, que passou a acompanhar todo o processo de votação. Novamente o país fora motivo de piada no estrangeiro, por expor o despreparo de seus políticos, que ao votar o impeachment saudava suas famílias, demonstrando falta de seriedade.

Se faltou seriedade ou embasamento jurídico, o certo é que o impeachment não será votado, agora que fora anulado. Dilma ganha força pra terminar seu mandato e passar a faixa, se as pesquisas se consolidarem, para Lula, garantindo assim a continuidade do governo mais social que esse país já teve, desde a Era Vargas. #Crise no Brasil