No final da noite dessa segunda-feira (09), o presidente interino da #Câmara dos Deputados que substitui Eduardo Cunha, Waldir Maranhão (PP-MA) decidiu revogar a própria decisão, tomada na manhã dessa segunda-feira (09), a qual anulava a sessão da Câmara que autorizava  a abertura do processo de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A informação do recuo de Waldir Maranhão foi confirmada pela assessoria de impressa da Câmara dos Deputados.

Maranhão enviou um comunicado de apenas quatro linhas ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Logo no início do comunicado, Maranhão inicia seu texto com as seguintes palavras: “revogo a decisão por mim proferida em 9 de maio de 2016 de anular as sessões da Câmara dos dias 15,16 e 17 de abril”. 

No restante do comunicado, ele apenas cita a denúncia que foi deliberada na Câmara, sobre o crime de responsabilidade fiscal da presidente Dilma Rousseff.

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Integrantes do governo se reuniram com Maranhão por volta da meia-noite

De acordo com jornal Folha de São Paulo, integrantes do governo se reuniram com Waldir Maranhão em sua residência por volta da meia noite, para tentar convencer o presidente interino da Câmara, de não revogar a própria decisão, mas não obtiveram êxito na intenção.

A intenção dos governistas era a de utilizar a decisão de Maranhão, tomada pela manhã, para tentar levar a decisão ao Supremo Tribunal Federal, visando que os ministros analisassem a decisão e pedissem o cancelamento do rito do impeachment.

Pressão do próprio partido e a forte reação na Câmara dos Deputados foram fatores decisivos para revogação de decisão

Integrantes do próprio partido de Maranhão, o PP, pressionaram o deputado a mudar a sua decisão, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo.

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Até ameaças de expulsão do partido foram feitas.

Maranhão também teria ficado assustado com a forte reação gerada entre os deputados na Câmara e teria ficado com medo de perder o próprio mandato.

Horas antes da divulgação do comunicado, o presidente do Senado, Renan Calheiros simplesmente ignorou a decisão de Maranhão e continuou normalmente os procedimentos exigidos para a sequência do processo de impeachment no Senado. #Senado Federal